Paulo.
É engraçado EU, Fernanda Carolina, ter um Booty Call. Eu sempre fui uma pessoa muito apaixonada, todo mundo que me conhece, sabe. Todo mundo sabe que quando estou com alguém, eu me entrego completamente sem a pessoa ao menos pedir e/ou saber.
Mas com o Paulo eu consigo manter a coisa completamente sem sentimentos. E sem me preocupar se a gente vai se ver hoje e depois só daqui 1, 2, 3, 4 dias, semanas, meses. Quando rolar, rolou.
Ontem a gente estava conversando no GTalk e ele disse que vinha dormir aqui. Eu disse que duvidava. E ele acabou vindo e ficando.
Paulo é um daqueles meninos que eu queria MUITO gostar. Tipo... MUITO! Queria querer ter alguma coisa mais séria com ele (não que isso quer dizer que ele queira algo comigo, isso nunca foi citado não!), mas eu não consigo. E eu realmente não consigo apontar um motivozinho que seja pela falta de querer.
Ele é uma pessoa incrível, um dos poucos meninos que conheço no mundo que sabem conversar online (Fabiana e Karin sabem muito bem o que estou dizendo), ele não é bipolar (Fabiana e Vanessa sabem o que estou dizendo), ele é divertido, ele sabe de tudo (jornalistas são bons por isso também, né?), eu acho ele bonito, ele tem emprego, carro, apê onde mora sozinho... Ele tá todo certo. Na teoria. Mas na prática eu não consigo sentir uma química com ele, sabe?
Eu adoro, ADORO, ficar com ele. Ontem mesmo, eu não me lembrava o quão bom era falar com ele ao vivo, o quanto ele é engraçado, fofo, me faz ser boba (não precisa muito pra isso, né?), me diverte... Eu me sinto muito bem perto dele. Acho que dos meninos que eu fico, ele é o que me faz me sentir melhor junto, o que me deixa a vontade, que é ótimo tá junto. Mas ao mesmo tempo, não é uma pessoa que eu me vejo com ele e só com ele.
Acho que o problema é... química.
Quando eu estava em NYC e falava com ele e com o Dipirona, eu costumava dizer pro Gustavo que o meu sonho era poder pegar a personalidade do Paulo e a cabeça dele, e colocar no corpo do Dipirona. Estaria, então, montado o homem perfeito para mim nesse momento. Mas como a gente não pode fazer isso ainda... Droga de ciência atrasada!!!
Não que eu não goste da parte física de ficar com o Paulo. Pelo contrário! Ele beija muito bem, ele faz as coisas certas, mas... É dificílimo explicar... É só sentindo mesmo. Eu acho que o meu problema é que o Dipirona me estragou. Se eu não tivesse tido o Dipirona e sabido o que existe pelo mundo a fora... Talvez o Paulo tivesse sido o melhor que já tive!
Mas é aquela merda de sempre, eu não seria apaixonada por chocolate e não teria uma preferência pelo brigadeiro ao beijinho se nunca tivesse experimentado o maldito chocolate na minha vida!
Mas às vezes eu estou completamente errada. Às vezes o Paulo é o amor da minha vida. Minha analista explicou outro dia que amor é muito diferente de paixão.
Paixão é uma coisa que explode do nada, e que do nada acaba, porque é impensável, é instantâneo, é corpo, é loucura, tem prazo de validade, é pesado, você quer "matar a vontade" rápido, pra se livrar daquele desejo enorme dentro de ti.
Amor é o contrário, vai aumentando aos poucos, tem que ser plantado, cultivado, tomado cuidado, é sentimento além de corpo, é racional, você escolhe a dedo quem ama, é leve, você não se sente obrigada a nada, e pode ser infinito.
Nesse pensamento, quem sabe Paulo não é alguém pra se cultivar?
Hum... quem sabe...
2 comentários:
é eu sei [1]
é eu sei [2]
ahahahahah
eu acho q ele é muito um alguém pra se cultivar!!!
e vc merece mais do q ninguém!!!
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