terça-feira, 25 de maio de 2010

A.S.


"Dentre todos os seus amores, a maioria você vai descobrir que amava porque queria que sonhos se realizassem, planos se concretizassem, vendo apenas nessa pessoa a possibilidade de realizá-los, concretizá-los. Às vezes você acha que ama alguém, quando na verdade você ama a história que uniu vocês, e quando ela acaba, quando ela passa, o que acontece? Você vive de passado, se prendendo a ele e a quem fez parte dele. Às vezes ama alguém por vê-lo como uma conquista, como um objeto de valor que todo mundo gostaria de ter, mas que por sorte e por merecimento você tem. Às vezes você nem ama, só deseja (e nem sabe). É difícil, porém, você amar alguém por esse alguém lhe amar. É aquela velha história: "Quem eu quero, não me quer, e quem me quer, eu não quero!" E o por que isso de tudo isso? Porque essa pessoa não lhe ofereceu uma história."

No meu penúltimo post eu comentei que estava escrevendo porque algo tinha acontecido que tinha me deixado arrasada e que escreveria sobre isso assim que estivesse em paz com o que tinha acontecido. Bom, acho que já estou em paz com o que aconteceu. Acredito (e espero eu) que não vou chorar enquanto conto essa história, então... vamos lá.
A maioria das pessoas que me conhecem, sabem que até muito recentemente eu tinha uma paixão inexplicável por um rapaz cujo apelido é o nome de um rémedio (Gente, isso é só pra disfarçar caso ele leia isso, pra não rolar o acidente que rolou com o Caio quando ele leu o post dele, mas alguém realmente acredita que se o cara desse post ler ele não vai saber que isso é sobre ele? Por Deus, só se for muito burro! E ele não é... então seja o que Deus quiser).Ninguém sabe porque eu gostava tanto dele, tirando o fato de que ele era alto (segundo a Karin, ele é gigante, porém essa é uma visão exagerada de uma pessoa que hoje tem a mesma estatura que eu tinha na 3a série).A primeira vez que a gente ficou foi numa balada da ESALQ, 1 mês antes de eu ir embora pra Nova York, ou seja, meados de abril de 2008. Eu acho que estava numa vibe de despedida, é o único motivo que vejo em ter ido a um balada da ESALQ. Se bem que, segundo o que a Karin me contou esses dias e eu obviamente não me lembrava, eu tinha ido a essa balada porque tinha um alvo que estaria lá. Faz beeeem mais sentido do que eu ter resolvido ir a uma balada da ESALQ. Eu realmente não me via, naquela época (hoje é outra história), indo a uma balada dessa sem ter um objetivo claro e devidamente pré-determinado para me manter focada no mar de gente feia que sabia que estaria marcando forte presença na festa.

Bom, a tal da balada tinha 2 problemas, além do mar de gente feia: Ice e gelatina com pinga a vontade. Todo mundo sabe que não suporto gosto de álcool, então bebo Ice que dá uma disfarçada boa nesse gosto. E a gelatina... quem já provou sabe que o gosto do álcool some que é uma beleza também no meio daquilo. Bom, como eu quase nunca bebo, não demorou nada pra que eu estivesse extremamente bêbada.Como eu tinha ido com um alvo claro e esse alvo tinha sido bravamente conquistado por mim, então esse menino do remédio não me importava e eu nem me lembro em que momento a gente ficou. Será que a gente ficou? A gente tem que ter ficado, caso contrário por que eu saberia o nome dele?Eu só sei que no dia seguinte eu acordei e o nome dele foi a primeira coisa que me veio a cabeça quando eu tentei lembrar de algo da balada. Perguntei para a minha irmã, que frequentava baladas esalquianas há mais tempo e com mais frequência do que eu e que também estava na balada comigo na noite anterior, se ela conhecia um menino com esse tal bendito nome e ela disse que sim. Beleza, então aquele nome não era algo que tirei do nada. Então eu provavelmente tinha, em algum momento daquela balada horrorosa, me atracado com ele em meio aquele monte de gente feia que geralmente se reúne nas baladas da ESALQ (olha eu cuspindo no prato que como quase semanalmente! hahahahah).Depois de uns dias, minha irmã me manda uma mensagem com uma foto do AgitoPiracicaba onde esse tal menino com nome de remédio estava em destaque, no meio de dois amigos.Pronto.A partir desse momento, eu não queria mais ninguém na minha vida. Assim que bati o olho naquela foto, eu achei ele a pessoa mais bonita do mundo, coisa que eu não consigo explicar, porque ele tá longe disso! Por que então essa vontade súbita de ter ele pra mim? Só Deus sabe.Talvez porque na foto não era claro que ele não tinha nada a ver comigo? Talvez.Talvez porque na foto não era claro que ele não valia a água que bebia? Talvez.Talvez porque na foto não era claro o tamanho da pinta que ele tinha acima da boca? É bem provável, mas...
Ele era o meu mais novo objetivo.
Lá ia eu para mais uma guerra.




To be Continued...
Ele era o meu mais novo objetivo.Lá ia eu para mais uma guerra.



To be Continued...


quinta-feira, 13 de maio de 2010

DAN

"Sofrer dói. Dói e não é pouco. Mas faz um bem danado depois que passa.
Descobri. Ou melhor, aceitei: eu nunca vou esquecer o amor da minha vida. Nunca.Mas agora, com sua licença. Não dá mais para ocupar o mesmo espaço. Meu tempo não se mede em relógios.E a vida lá fora me chama!!"

domingo, 9 de maio de 2010

THE END?

"Not all relationships are meant to last forever, even when you are in love. Some love stories are short stories. But they are love stories all the same."


Resolvi bloggar hoje pra ver se me animo. Fatos ocorreram esse fim de semana que me deixaram arrasada. Esses fatos darão outro post, que logo estará sendo postado. Mas primeiro eu preciso chorar o que tenho que chorar pra quando eu resolver sentar e escrever sobre isso, não doer tanto. Vamos ver se isso ajuda.
Bom, último capítulo da saga "Daniel". Até que deu pra enrolar, né? Rendeu alguns capitulozinhos... Esse final não tem taaanta coisa assim pra contar, já que é só sobre o que aconteceu depois dos únicos 3 dias que a gente passou juntos. Como não aconteceu muito depois, dá pra resumir tudo em um post só.Então vamos começar o final da história.


Depois que cheguei em São Paulo e li o e-mail que ele tinha me mandado enquanto estava na estrada, até parece que eu não me apaixonei mais ainda, né?A gente até que se falou depois de ter se visto, mas jamais no tanto que eu gostaria. Ele deu uma bela duma sumida do MSN, os scraps ele não mandava mais com tanta frequência, mensagem de texto no celular ele também respondia pouco. Quando eu resolvia ligar, ele não atendia muitas das vezes.
Daí veio o inferno do Carnaval. Eu fui pra Diamantina com a Karin. Ele foi pra Irerê com João e outros amigos dele.Quem disse que eu consegui me divertir direito em Diamantina? Não contando só o fato de que eu e a Karin nos metemos numa casa semi-construída, que era looooonge pra caraaaaalho do centro da cidade, que aquele cidade era cheia de subida que era uma desgraça etc e tals, tinha o fato de que não conseguia tirar Daniel da minha cabeça. Tudo bem que deu pra se divertir bastantinho, fiquei com uma galerinha, conheci os Pinos nessa viagem (aiai... os Pinos... foi até uma época boa da minha vida os Pinos hahahaha), beijei o Gustavo, o menino mais bonito que fiquei na minha vida antes do Tom (francês que fiquei em NYC)... Mas podia ter sido melhor se não tivesse Daniel na cabeça.
A gente se conversou bem pouco também depois do Carnaval. E o último scrap que tenho registrado é do dia 20/03.
Mas eu me lembro do último telefonema que tivemos. Agora não lembro se foi antes ou depois desse scrap, mas pelo que tudo indica, foi depois. O que foi conversado meio que não deixou um gancho para futuras conversas. E eu acho que a desculpa que ele deu foi meio furada, mas...
Eu liguei pra ele, toda doente do jeito que estava, umas 17 vezes seguida. Na 18a, ele me atendeu. Eu nem lembro o rumo da conversa, mas eu lembro que eu estava querendo marcar de eu ir visitá-lo algum outro dia, se ele não pudesse vir pra São Paulo. O que eu não acreditei ser verdade foi o que ele disse a seguir: "Eu não acho isso uma boa idéia. Porque eu me conheço e eu sei que se eu te ver mais uma vez, e depois mais uma e mais outra, eu vou me apaixonar, eu me conheço. E eu não queria me apaixonar por uma garota que mora em outro estado, que eu nunca sei quando vou poder ver ou não. Eu não quero me machucar. Então não queria dar esperança a algo que nunca daria certo."Não me pergunte o que eu respondi depois disso. Nem lembro se fui capaz de dizer algo entre os soluços e lágrimas, mas o que eu disse não interessa, obviamente, já que depois disso nunca mais a gente se conversou.
Lá por abril/maio acho que foi (foi muito pouco tempo depois da nossa última conversa), ele começou a namorar uma menina que era amiga da namorada de João na época. Essa é a menina com a qual ele se casou uma semana atrás.
Depois de muito tempo, tipo, Outubro, depois que já estava na terapia e tals, minha analista sugeriu que eu entrasse em contato com ele, porque eu achava que ele me odiava absurdamente porque eu ter sido a louca varrida que era na época. Mandei um e-mail pra ele esperando jamais uma resposta. Perguntava só se ele estava bem e coisa e tal, bem formal. Ele me respondeu, menina! E foi até simpático. Queria saber se eu continuava com meus TOCs, o que eu andava fazendo, coisa e tal. Mas depois mais nada, foi só isso mesmo.
Eu tentei meio que move on. E não vou falar que consegui move on tão fácil assim. Demorou um tempão e muitas burradas que fiz tentando me vingar dele e muita terapia para isso acontecer. Hoje eu consigo lembrar do assunto sem me machucar. Consigo entender também o lado dele. Consigo ver mais como uma história que estou contando. Às vezes nem parece que isso tudo aconteceu comigo. Talvez porque eu era uma pessoa completamente diferente na época, talvez porque o tempo cura tudo, talvez porque tenha sido uma história tão fantástica e muitas vezes absurda... Sabe-se lá Deus porque motivo não parece real.Mas hoje agradeço por ter tido Daniel. Por mais que tenha sofrido horrores, eu tive o que eu queria. Fora que eu adoro um drama na minha vida, talvez se não tivesse sido tão dramático não teria tido tanta importância pra mim. Parece até que pus um drama propositalmente. hehehe
Depois dessa história, toda vez que vou pro Rio de Janeiro, fico desejando encontrá-lo no meio da rua, só pra ver o que acontece. Se a gente se reconhece, se a gente se conversa, quem puxa papo primeiro, se eu conseguiria agir naturalmente, se minha barriga ia se remoer toda, se meu coração ia ficar apertadinho, se ele ia estar com a mulher... Quem sabe algum dia isso acontece... Quem sabe...



True love stories never have endings.

domingo, 2 de maio de 2010

SEM ARREPENDIMENTOS

"The problem with true love is that it has to be on both sides. That's what makes it so difficult. Like he might have been my true love, but maybe I wasn't his true love." (Do filme 'Paperheart')


Ontem Karin passou aqui para tomarmos café e conversarmos, como de costume. Essa é uma das partes boas de se estar de volta ao Brasil. Sentamos e conversamos sobre a vida. Que saudades!Conversando sobre a vida, me lembrei que sexta, antes de ontem, o dia que voei de volta ao Brasil, também foi o dia do casamento de Daniel. Sim, Daniel casou antes de ontem. Tenho certeza que a minha analista teria uma explicação do porque meu inconsciente resolveu voltar para o Brasil na mesma data que Daniel estava casando com a mulher dos sonhos dele, mas não quero entrar nesses méritos agora. E tenho certeza que vocês também não. Só quero continuar a minha história. E tenho certeza que vocês também querem que eu faça exatamente isso.


Optei pela segunda opção: ficaria ali em Niterói com Daniel até domingo, o dia que tínhamos combinado. Eu sei que não era o ideal depois dos acontecimentos, mas para mim eu não ia conseguir abandonar a loucura. Por mais que saber o que ele realmente sentia tinha me machucado, por algum motivo me machucava mais a idéia de sair de lá sem ter tentado. Tentado o que exatamente eu não sei. Mas eu queria estar do lado dele. O máximo que pudesse. E lá eu fiquei.
Não me arrependo de ter ficado. Por mais que Daniel não fosse apaixonado por mim como eu tinha sonhado que ele seria, pelo menos ele estava do meu lado e ele estava me fazendo bem.
A situação é toda muito complicada. Por exemplo: por que foi tão ruim ele ter me contado que ele não gostava de mim do jeito que eu gostava dele? Porque na verdade, o que aconteceu foi que eu supus que ele gostava de mim do jeito que eu gostava dele pelos atos dele, mas ele nunca disse que era apaixonado por mim. Então o que ele realmente fez de errado, gente? Ele não gostou de mim do jeito que eu esperava que ele gostasse? Então todos os homens que eu já estivesse e alimentei qualquer paixonite estão errados também! Eu não poderia exigir dele gostar de mim como eu gostava dele.Eu estava conversando por cima sobre isso com a Karin ontem e a gente chegou a uma conclusão que está muito certa: Não tinha como eu saber que ele estava brincando do mesmo jeito que não tinha como ele saber que eu estava sendo verdadeira.A história toda foi um belo erro de interpretação de ambas as partes. Não era só ele que estava errado, nós dois estávamos errados. Pelo menos ele foi homem o suficiente pra dizer na minha cara que ele não gostava de mim do jeito que eu imaginava. E eu fui mulher o suficiente pra que comigo era o contrário, eu gostava dele do jeito que ele não imaginava.
Eu resolvi deixar isso de lado. Essa informação. Esse serviço público que ele prestou. E resolvi curtir as poucas horas que tinha sobrando ao lado dele. E fico extramamente feliz em pensar sobre isso hoje, pois sei que fiz o certo em ter ficado. A gente se divertiu bastante o resto do sábado. Acordar mais um dia ao lado dele também foi extremamente especial. Tomar café juntos mais um dia também. A gente foi almoçar fora um pouco antes de eu pegar o busão. Ia voltar de busão porque não tinha mais vôo barato e mesmo porque agora eu não tinha pressa em voltar pra casa. A minha pressa era chegar lá, não voltar de lá.
A gente chegou na rodoviária um pouco antes pra ter certeza de que ia conseguir comprar passar pras 16h30 e depois ficamos lá só matando tempo. Eu me lembro muito bem também a gente se divertindo igual bobos na rodoviária por muito tempo. E eu lembro que queria tanto que aquele ônibus não chegasse. Por tamanha que tenha sido a decepção, tamanha também era a felicidade que estava sentindo. Sentimento de dever cumprido. Por mais que o meu primeiro não tenha sido completamente apaixonado por mim, eu tinha me apaixonado completamente por ele. E ele era, sim, um garoto incrível, extremamente inteligente, engraçado, e eu tinha certeza, beijando ele na frente daquele ônibus e depois sentada na minha poltrona e vendo ele do lado de fora da janelinha, que eu tinha feito a escolha certa. Ele era especial sim. E como a frase do começo do post mais ou menos diz: eu posso não ter sido o amor da vida dele, mas ele foi o meu. E e isso que me importa.
Quando cheguei em casa no dia seguinte, tinha um e-mail dele na minha caixa de entrada. Não preciso dizer como meu coração ficou apertadinho quando vi, né? O e-mail completo está aqui:
De: Daniel
Enviada: domingo, 12 de fevereiro de 2006 23:02:56
Para: fernanda_rtv2002@hotmail.com
Assunto: oi lindinha!

faz pouco tempo q vc foi embora...e jah to com saudades de vc
nao!!nao faz essa kra q eu sei q vc tah fazendo e q eh igualzinha
akela q vc fazia aki qnd eu dizia isso
to sentindo saudades msm... =/
conversar ctg ao vivo eh ainda melhor do q falar pelo msn
beijar vc eh mto bom
morder vc eh mto bom
sentir seu cheiro eh mto bom
dormir com vc eh bom d+
adorei finalmente te conhecer e odiei q tenha sido por tao pouco
tempo, e numa hora q eu estava enroladao com um monte de coisas
aki em casa.....mas msm assim, gostei mto mto do tempo q passei ctg
de novo to pedindo desculpas por nao ter acreditado em vc qnd
dizia akelas coisas antes...to me sentindo um babacao por isso
mas tudo o q eu falava pra vc ainda vale, adoro-te! :D
(meus emails, assim como o celular, nao tem censura)
to cheio de dor de cabeca e por isso as palavras nao tao fluindo
mto....vou ver se durmo cedo hj
de qq modo, quero demais fala ctg...amanha
depois
quarta
quinta
sexta
no fds tb...and so on
eu sei q sou do mes de janeiro e vc jah me quebrou um galho falando
cmg ate fevereiro....mas to pedindo humildemente prorrogacao de
prazo por tempo indeterminado pq nao vai dah pra eskecer vc nao.....
bjo fezinha!
Tá. O que você entende quando lê esse e-mail? Que pelo menos continuar a se falar a gente vai, né? Porém as coisas não foram tão simples assim... Grande novidade!



To be continued...
Tá. O que você entende quando lê esse e-mail? Que pelo menos continuar a se falar a gente vai, né? Porém as coisas não foram tão simples assim... Grande novidade!


To be continued...


To be continued...

To be continued...

To be continued...
To be continued...