quarta-feira, 28 de setembro de 2011

CONFIANÇA

Ultimamente tenho pensado muito na atual situação da minha vida e caiu de o último livro que comprei e resolvi ler dizer mais ou menos o que penso sobre a situação pela qual me encontro (acho mágico coisas desse tipo, quando parece que foi o livro que escolheu a gente, e não o contrário).

Como essas passagens dizem exatamente o que eu sinto, vou apenas copiá-las, já que, com certeza, a autora (Carolina Aguirre) se expressa bem melhor do que eu. 

"Nenhuma pessoa normal ou comum. Para esses eu sou sempre a outra, a amiga, a que é abandonada quando eles voltam para a ex-namorada, aquela que eles veem aos domingos à tarde, a tapa-buraco, a que se faz de enfermeira quando alguém lhes destrói o coração, a segunda, o romance de verão. Mas nunca sou o amor da vida deles. Nunca. 

Eu não sou feia, não sou burra, não tenho nenhum defeito incorrigível. Apenas sou neurótica e insegura. Mas, por alguma razão, termino sempre apaixonada por algum infeliz que me trata mal ou por alguém que não pode nem com a própria vida. 
(...)
Eu sei que a minha solteirice tem mais a ver com os meus problemas do que com os problemas dos homens. Sei que escolho homens que não podem gostar de mim ou que não estão disponíveis porque, no fundo, algo que me assusta muito é terminar como as minhas amigas: achando que é verdade que o marido dorme no escritório porque é muito tarde para voltar para casa. 
Então, antes de estar nessa situação (casada com um cara que ferra a minha vida enquanto eu troco fraldas e limpo a casa), antes de ter que escolher entre me divorciar e me fazer de idiota, antes que me machuquem, antes que me desiludam, detonem a minha escassa juventude e me deixem amargurada para o resto da vida, escolho todos aqueles que não querem nem podem ter um relacionamento comigo. Dessa forma, me sinto cômoda e protegida nesse limbo de solteirice. Não sou feliz, é verdade. Mas, pelo menos, ninguém me machuca de verdade."


sábado, 30 de abril de 2011

TRUE THAT!

"Dentre todos os seus amores, a maioria você vai descobrir que amava porque queria que sonhos se realizassem, planos se concretizassem, vendo apenas nessa pessoa a possibilidade de realizá-los, concretizá-los.
Às vezes você acha que ama alguém, quando, na verdade, você ama a história que uniu vocês, e quando ela acaba, quando ela passa, o que acontece? Você vive de passado, se prendendo a ele e a quem fez parte dele!
Às vezes ama alguém por vê-lo como uma conquista, como um objeto de valor que todo mundo gostaria de ter, mas que, por sorte e por merecimento, você tem. Às vezes você nem ama, só deseja (e nem sabe).
É difícil, porém, você amar alguém por esse alguém lhe amar. É aquela velha história: "Quem eu quero, não me quer, e quem me quer, eu não quero!"
E o por que isso de tudo isso? Porque essa pessoa não lhe ofereceu uma história."

quarta-feira, 13 de abril de 2011

COMPANHIA

“When I get lonely these days, I think: So BE lonely. Learn your way around loneliness. Make a map of it. Sit with it, for once in your life. Welcome to the human experience. But never again use another person’s body or emotions as a scratching post for your own unfulfilled yearnings.”


Pois é. Eu tô nessa. E nunca pensei que fosse estar nessa, achei que seria a maior das utopias. Mas cá estou eu nessa situação que sempre invejei em muita gente e que tinha certeza que nunca ia acontecer comigo nessa minha vida: NÃO estou apaixonada por alguém.

Ninguém. Nada. Nadica de nada. Péra!!! É... ninguém meeeesmo! Nobody!

Pela primeira vez na minha vida, no último mês eu não estou indo pra cama pensando em um menino.

Meus amigos mais chegados tão pensando: "Tá bom. Nem ela tá acreditando nesse post ridículo." Mas juroooo que é verdade. E juro que achava que fosse ser pior. Bem pior.

Sempre vivi pulando de amor em amor. Quer dizer, pulando de decepção amora em decepção amorosa. Mas ultimamente tô super tranquila.

Acho que o maior problema é a falta de homem interessante que tenho presente na minha vida hoje em dia. Não que os caras ao meu redor sejam desinteressantes, mas eles não são interessantes para mim no quesito que preciso que eles sejam. Deu pra entender? Tenho vários amigos interessantíssimos, não é a toa que são meus amigos, mas nenhum interessante no quesito "paixonite". Nenhum que preencha pelo menos metade da minha lista de requisitos para virar paixonite.

Sou exigente? Aparentemente sim. Achava que não. Só queria alguém que fosse bonito, legal, que não fosse uma anta e que fosse mais alto que eu (só de adicionar esse último requisito, sei que minha probabilidade de encontrar alguém cai para 3%, mas desculpa, não curto caras mais baixos que eu. É estranho e ponto!), mas acho que só isso não está bastando mais pra mim. Acho que esses atributos eram importantes mais pra minha época Devassa. Já passei dessa época.

Cansei de ir pra balada e beijar 8, 10, 12 ou 14 na mesma noite e ter que fugir deles a balada inteira. Mesmo isso tendo feito maravilhas para o meu ego (e não me arrependo de nenhum momento meu Devassa), acho que tô velha demais pra isso. Não tenho mais pique de ficar em balada esperando um cara vir puxar papo enquanto espero minha bebida e se for bonitinho (leia-se: mais alto que eu, do nível no mínimo pegável e que não esteja caindo de bêbado) ir lá e beijar.
Tentei trazer de volta meu lado Devassa esses dias, até que consegui quando fui pra D-Edge mês passado, mas no final da noite, nada mudou. Eu voltei pra casa sozinha e feliz por estar voltando pra minha casinha. Queria tirar meu vestido, meu sapato, minha maquiagem, colocar meu pijama furado, tomar um copo gelado de Coca-Cola Zero e checar meu Facebook e Twitter no silêncio do meu lar. Deprimente? Bastante. Mas eu tô amando essa "depressão".

Eu quero chegar em casa e não falar com ninguém, não ter que ligar pra ninguém, não mandar mensagem no celular de ninguém, não pensar em ninguém, ou não ficar preocupada se ele saiu naquela noite pra alguma baladinha e ficou com alguém, ou será que ele foi e não ficou com ninguém porque estava pensando em mim, ou será que nem foi, ou será que foi, ficou trêbado e levou uma vagabunda pra casa?
Cansei disso!
Já passei por isso muuuuitas vezes na minha vida e o que isso tinha de diferente do que é agora? Antes eu chegava em casa e não falava com ninguém, não ligava pra ninguém, me controlava absurdamente pra não mandar mensagem de celular pra ninguém, mas ia dormir pensando num idiota que não vale um copo d'água.
Ah, não. Já deu.

Tô muito feliz em ficar sozinha. Não imaginei que fosse gostar tanto de não gostar de alguém. Mas tô achando uma experiência maravilhosa. Fazer as coisas que eu quero pra me deixar feliz e não me preocupar com o que fulano ou sicrano vão achar.

Minha analista disse que isso é o resultado de eu estar dando mais valor a mim mesma. De eu estar gostando de mim mesma. De eu não precisar mais achar alguém pra gostar de mim porque eu já me gosto. Eu me basto. E que isso é bom. Que a próxima pessoa que eu mostrar o menor dos interesses vai resultar em uma relação saudável, mesmo que dure apenas um encontro, um beijo que seja, porque não irei mais despejar nessa pessoa toda a minha carência e a necessidade que tinha da outra pessoa gostar de mim no meu lugar.

Minha busca agora não é por alguém pra tomar conta de toda a minha vida, pra eu me entregar por inteira. Mas, sim, alguém para dividir momentos comigo.
Um companheiro: alguém pra ir comigo no cinema, alguém pra jantar fora comigo, alguém pra ser meu carona no carro ou que faça de mim sua carona, alguém que leia um livro na cama comigo enquanto eu tô lendo o meu, ou que me encha o saco enquanto eu tô lendo. Alguém que esteja ali do meu lado mesmo sem falar nada, alguém que me escute reclamar, alguém que segure minha mão só porque tava afim, alguém que pare comigo na Starbucks toda santa vez que eu vejo uma, alguém que me beije pra quebrar o silêncio ou pra me fazer calar a boca, alguém pra preencher o outro lado da minha cama.

Infelizmente, a teoria é sempre mais fácil que a prática.
Vamos ver quanto tempo essa busca levará.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

PETER CAMERON

"Ter experiências ruins às vezes ajuda; deixa mais claro o que você deveria estar fazendo. Sei que isso soa muito otimista, mas é verdade. Pessoas que só viveram boas experiências não são muito interessantes. Elas podem ser alegres e felizes, até certo ponto, mas não são muito profundas. Pode parecer uma infelicidade agora e tornar as coisas mais difícieis, mas é fácil sentir todas essas coisas felizes e simples. Não que a felicidade seja necessariamente simples. Porém não acho que terá uma vida assim. Acho que terá a vida certa para você. O mais difícil é não ficarmos impressionados pelas coisas ruins. Você não pode deixar que elas o derrotem. Você deve encará-las como um presente, um presente cruel, mas um presente, apesar de tudo."

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

ALMA-GÊMEA (2)


Tava lendo trechos de "Comer, Rezar, Amar" (pode parecer péssimo, mas tem umas passagens muito boas no livro) e me deparei com esse aqui (vai em inglês e embaixo tento por minha tradução que não deve estar muito boa):

A true soul mate is probably the most important person you'll ever meet, because they tear down your walls and smack you awake. But to live with a soul mate forever? Nah. Too painful. Soul mates, they come into your life just to reveal another layer of yourself to you, and then leave.
A soul mates purpose is to shake you up, tear apart your ego a little bit, show you your obstacles and addictions, break your heart open so new light can get in, make you so desperate and out of control that you have to transform your life..."
"As pessoas acham que a alma-gêma é o par perfeito, e é isso que todos querem. Mas uma verdadeira alma-gêmea é um espelho, a pessoa que te mostra tudo o que está te atrapalhando, a pessoa que te chama atenção para que você possa mudar sua vida.
Se o João, meu irmão, realmente foi a minha alma-gêmea, esse texto me acalma um pouco... Ajuda a doer menos quando lembro dele, acho...
Se o João, meu irmão, realmente foi a minha alma-gêmea, esse texto me acalma um pouco... Ajuda a doer menos quando lembro dele, acho...

"People think a soul mate is your perfect fit, and that's what everyone wants. But a true soul mate is a mirror, the person who shows you everything that is holding you back, the person who brings you to your own attention so you can change your life.

Uma verdadeira alma-gêmea é provavelmente a pessoa mais importante que irá conhecer, porque elas derrubam o seu muro e dão um tapa para te acordar. Mas viver com uma alma-gêmea para sempre? Não. Muito doloroso. Alma-Gêmeas aparecem em nossas vidas para revelar uma outra camada de você mesma para você, e depois vão embora.
O propósito de uma alma-gêmea é te chacoalhar, destruir um pouco o seu ego, te mostrar seus obstáculos e seus vícios, despedaçar seu coração para que uma nova luz entre nele, te deixar tão desesperada e fora de controle que você tem que transformar sua vida..."

E eu sei que um dia eu vou olhar pra trás e não vai mais doer. A única coisa que vai existir é o sorriso no rosto lembrando de determinadas coisas que passamos, e não lembrar somente que hoje não nos falamos mais.
Dizem que o tempo cura tudo. Mentira.
"O tempo não cura nada. Apenas desloca o incurável do centro das atenções".

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

2010


"Sometimes, the only way to move forward is to stop moving, to stay still, and to realize that, no matter what happens, no matter how much it hurts, you're exactly where you need to be."

2010 foi-se. E eu aqui, sentada em um hotel em Madrid.
Nunca, na minha vida inteira, imaginei que estaria aqui, nem hoje nem nunca. Mas isso só veio para complementar o ano mais esquisito da minha vida.
Não entendam mal, é um esquisito bom.
MUITA coisa aconteceu. E quando digo MUITA, pode adicionar mais uns 54 MUITAS nessa sua idéia de muita. Uma mais inesperada que a outra.
Comecei 2010 chegando no Brasil com 5 malas, porque tinha resolvido que, em maio, quando meu visto de trabalho americano terminasse, eu ia voltar pra casa. Já estava levando uma grande parte da minha mudança comigo naquela vez. Ia voltar porque percebi que, em NYC, eu não tinha amigos, eu não tinha colegas, eu não tinha família, eu não tinha vida pessoal, eu não tinha ninguém que me conhecesse há mais de 2 anos, ninguém que me conhecesse antes de eu ser a pessoa que me tornei quando botei o pé pra morar em NYC. Eu tinha trabalho. E só isso não estava me satisfazendo.
Por mais que eu seja uma pessoa que se sente muito bem estando sozinha, andando na rua sozinha, comendo sozinha, indo ao cinema sozinha, ter uma vida com relacionamentos, de qualquer natureza que seja, sempre me foi importante. Sempre senti a necessidade de ter pessoas que, se eu quiser, posso ligar e a gente sai nem que seja para jantar. Queria contato, queria carinho, queria poder ter alguém comigo que me conhecesse há mais tempo que eu conhecia NYC. E isso, lá eu não tinha.
No finalzinho de janeiro, eu fugi do carnaval e voltei para NYC, mais para terminar de colocar a minha mudança definitiva em ordem. E nesse meio tempo que tinha até maio, eu aproveitei NYC mais do que tinha aproveitado todos os outros meses que morei lá. Tudo o que me faltava ver, comer, comprar, olhar, sentir, tudo foi feito. Na verdade, aproveitei pra ver não só o que me faltava ver em NYC, mas sim, nos Estados Unidos, já que fui pra São Francisco e L.A. também em março desse ano.
E logo depois que voltei da viagem a costa oeste, uma pessoinha muito especial entrou na minha vida sem querer querendo: Maria Paola de Salvo.
Paola e eu tínhamos um amigo em comum e ela precisava de uma ajuda em NYC porque ia estudar lá por um mês (abril) e o nosso amigo em comum me “apresentou” a ela.
Paola foi um anjo enviado diretamente do céu. Eu queria companhia, eu queria amizade, eu queria alguém com quem aproveitar meu último mês em NYC. E ela foi a pessoa perfeita. Até hoje acho que se eu tivesse tido a Paola comigo antes e por mais tempo, talvez não tivesse desistido de NYC tão fácil. Mas a vida sabe o que faz, não é mesmo?
Voltei dia 31 de abril pro Brasil com minhas 7 malas finais.
Mas tudo o que eu sentia saudades e todos os motivos pelo qual tinha resolvido voltar, já tinham perdido a graça com uma semana; já tinha me arrependido de ter voltado.
Era impossível arranjar trabalho no Brasil, todos eram péssimos, e/ou pagavam mal, e/ou era algo completamente fora do que eu queria e/ou do que sabia fazer.
Com 1 mês no Brasil, caí numa depressão horrorosa, achando que jamais conseguiria trabalho, que não devia ter voltado, que se fosse pra ficar sem trabalhar, que tivesse sido em NYC, pelo menos lá eu tinha tudo o que queria, São Paulo era uma merda, etc... Crise existencial total. Tanto que cheguei até a pesquisar algumas aulas de culinária, porque estava decidida que se demorasse muito pra algo acontecer na minha área, eu viraria chef de cozinha.
Sim, momentos difíceis e esquisitos.
Mas em julho algo aconteceu para me animar. Por uma indicação de uma ex-chefe minha, fui apresentada ao filho dela, que era diretor. Acabou que peguei um emprego de Assistente de Direção na produtora que ele trabalhava. O trabalho, que era pra ter durado 3 semanas, acabou durando até outubro! Achei que aquilo não ia ter fim nunca, no meio do projeto comecei a ficar nervosa, queria algo mais, queria outro emprego, não queria mais ficar naquilo que parecia não ir para frente, não tinha fim aquilo! Queria gritar e sair correndo. Mas fiquei quietinha, engoli o choro e fui adiante.
E não é que acabou o projeto? E melhor do que ter terminado esse projeto, foi o próximo que veio imediatamente em seguida.
Produzir pro Comedians.