quarta-feira, 17 de março de 2010

DISTANTES

"Why does distance make us wise?" (Do Musical 'Rent')


Acho que escrever esse blog foi uma das melhores decisões que eu já tomei. Eu sei que tem 3 amigas minhas que lêem de vez em quando e eu acho isso o máximo, ter amigas que se importam comigo a ponto de perderem seus preciosos minutos lendo sobre a minha vida sem graça. Mas o que mais me deixa feliz com a decisão de ter começado isso aqui é que escrevendo sobre as coisas com Daniel, analiso muito mais distante os acontecimentos e muitas coisas são mais claras de se ver. Eu entendo mais. Mesmo contando a minha história, não tem como não tentar ver a história do lado dele e eu consigo entender muito mais agora o por quê das coisas.
Exemplo: Eu quis que ele fosse meu primeiro e assim foi. Eu nunca perguntei se ele queria ser o meu primeiro e se ele estava preparado para ser o primeiro de alguém.

Disse pra mim mesma que o meu primeiro não teria tanta importância por causa do tempo que demorou pra acontecer. Disse pra mim mesma e pra Daniel que eu não ia por peso nenhum nele porque ele tinha sido o primeiro, que ele não precisava se preocupar. Mas louca do jeito que eu era, era lógico que eu iria pressionar o coitado do rapaz. E

ele não tinha pedido nada daquilo.



Bom, sábado a gente acordou, descemos, tomamos café. Depois que a gente subiu, ele ligou pra casa dele e a mãe dele disse que os avós estavam indo lá almoçar pra vê-lo (lembrando: ele tinha voltado de viagem 2 dias atrás, tinha presentes a ser entregues pra família). Tá, então eu falei que tudo bem ele ir almoçar, mesmo porque ele não tinha levado roupa pra trocar. Então ele ia almoçar com a família, tomar banho e voltar. Eu, imagina, tendo acordado às 9 da manhã o que fiz enquanto ele fazia tudo isso? Dormi.

Ele voltou todo cheiroso e bonitão. Resolvemos ir ao shopping e depois ao cinema. Foi a pior idéia que podia ter rolado. Nem sei de quem foi a idéia. Estúpida do jeito que fui, duvido nada que tem um mega dedo meu nisso.

A gente chegou no shopping e fomos direto pro cinema. Sábado a tardinha, imagina se não tava lotado. A única coisa que não estava esgotada era 'Walk the Line'. Pois é. Pior filme pra situação que estava para acontecer não podia ter. Bom, compramos ingresso pra isso e fomos jantar. Tudo estava correndo bem no jantar, até que voltamos pro cinema e o Daniel começou a ficar estranho. Ele não estava mais me tocando direito, acho que dentro do cinema a gente nem se beijou. Eu não estava entendendo nada do que estava acontecendo, estava completamente confusa. Eu tinha feito o que do jantar até o momento em que a gente entrou na sala de cinema? Por que ele estava tão distante? O que que eu tinha falado? O que que eu tinha feito? Eu tinha tirado meleca do nariz na frente dele? Tinha arrotado? Soltado pum e não percebido? O filme era o que eu menos estava prestando atenção naquele momento. Tanto que teve uma hora que eu saí da sala pro banheiro pra poder chorar.
Juro, jamais pensei na minha vida que fosse chorar no banheiro de um cinema. Mas lá estava eu, sentadinha, tentando ver onde que eu tinha errado pra Daniel não estar nem mais me tocando.
Achei aquilo um absurdo, levantei, lavei meu rosto e voltei pra sala.

Lembra que disse que pior filme pra situação não podia ter? Nem sei sobre o que era o filme, não vi nenhum pedaço daquilo, só sei que foi a pior escolha por ser o filme mais longo da história da humanidade! Eu querendo sair correndo daquela sala o mais breve possível e aquele filme, de 136 minutos, parecendo ter na verdade 336 minutos. Senhor!
Quando aquilo finalmente acabou, respirei fundo, levantei, e saímos da sala. Daniel não pegou na minha mão.
Quando a gente estava em direção à saída, ele resolveu pegar de volta na minha mão. Meu celular tocou. Juro, fiquei extremamente feliz, porque o silêncio tava uma coisa horrorosa. Adivinha quem era: Caio. Nem lembro o que que ele queria, devia ser do TCC, alguma idéia que ele teve, ou algo sobre o último capítulo do Lost. Eu só sei que eu estava mais do que agradecida por ele ter me ligado. Foram 5 minutos a menos que eu não precisei ficar no silêncio embaraçoso.
Quando eu desliguei, foi o celular do Daniel que tocou. Era João perguntando se a gente ia sair. Ele me perguntou, eu disse que pra mim tanto fazia e Daniel disse que ligava pra João quando a gente estivesse no hotel pra ver o que a gente resolvia. Ah, então Daniel estava voltando pro hotel comigo? Interessante.

Daniel não tinha carro e eu sentia que ele não gostava que eu pagasse as coisas e ele era uma pessoa normal, não tinha dinheiro pra tostar em táxi, então a gente foi e voltou de ônibus pro shopping.
Quando a gente sentou no ônibus, ele começou a fazer carinho em mim de novo e a querer me beijar. Fiquei PUTA! Como assim? No ônibus pode, mas no shopping não? Ele perguntou se tava tudo bem, porque sim, a manteiga derretida aqui tava quase chorando no busão. Mas dessa vez era choro de raiva! Eu disse que não tava entendendo nada, que no shopping ele mal me tocou e que agora ele tinha dado 180 graus? Como assim? Palhaçada agora? Ele não queria ser visto em público comigo?
Ele me pediu desculpas e explicou que assim que a gente foi pro cinema, viu uma amiga da ex dele entrando na mesma sala. E que ela sentou perto da gente. E conhecendo a menina, sabia que tinha sido de propósito.
Eu perguntei se então era vergonha de mim? Ele não queria ser visto comigo então? Ele disse que ele não era nada disso. Sabia que mesmo não acontecendo nada, ela já ia inventar coisas pra ex, então ele não queria dar mais história ainda pra menina contar. E ele não queria que a ex soubesse de nada da vida dele porque já tinha sofrido muito por ela e tal.
Tá. Eu não vou entrar nos méritos da ex dele nesse momento porque eu não sabia o que tinha acontecido com a ex dele até aquele momento e porque isso tem a ver com o que aconteceu mais tarde no hotel.

Eu, apaixonada, aceitei as desculpas dele e quando chegamos no hotel, tudo parecia normal. No elevador a gente já tava se pegando forte e quando entramos no quarto, nem acendemos a luz. Foi nessa pegação forte que tudo desandou.
A gente tava se pegando, mão lá, mão cá... pra mim tava tudo ótimo e tals, só que... como dizer isso... por mais que eu ajudasse com a pegação e com as mãos, e tal e coisa e coisa e tal... o pipi dele não estava mostrando entusiasmo. A gente já estava naquilo há uns booooons minutos e nada acontecia. Foi logo aí que ele me afastou, acendeu a luz e disse: "A gente precisa conversar."




To Be Continued...

domingo, 7 de março de 2010

DÚVIDAS

Daniel sempre me deixou encucada com uma coisa: será que ele realmente estava curtindo o que quer que seja o que estávamos tendo ou será que ele estava brincando o tempo todo pra ver no que dava essa brincadeira?

Como pessoas podem estar duvidando de que ele tenha sido tão bonitinho e fofo do jeito que falo, e às vezes porque como eu estava apaixonada eu podia achar que ele estava sendo mais fofo do que na verdade ele estava sendo (gente apaixonada geralmente não vê as coisas direito, né?), aqui embaixo colo um scrap que ele me mandou dia 07/01/06, 2 dias antes de ele ir pros EUA visitar o amigo dele:

Daniel
são 6:40 e eu liguei o pc unica e exclusivamente pra te deixar scrap...ia ate mandar msg mas podia te acordar...
q bizarro....senti falta nao falar ctg no msn hoje direito
tava aki pensando...sabe q horas são???


Agora, isso ele me mandou no dia 07/01/06, ou seja, apenas 13 dias desde a nossa primeira conversa. Nem 2 semanas tinham sido completadas.
Eu estava louca? Ele não era tão fofo igual eu achava que ele era? E ele estava mentindo? Porque, meu, eu fico pensando... se ele só estava brincando, ele é um puta de um jogador e ator. Parabéns pra ele! Agora, se ele estava falando sério, por que acabou do jeito que acabou? Foi muito do nada e a desculpa que ele deu (logo mais chegaremos a ela) foi muito fraca para ter sido o suficiente.

Eu sei que eu nunca vou ter a resposta dessas perguntas. Então, vamos voltar aos acontecimentos para ver se alguém me ajuda a supor a resposta.

Depois do beijo cinematográfico no aeroporto, pegamos um táxi rumo à Niterói. Não me pergunte o caminho Galeão-Niterói nem quanto tempo demora. Para mim, o mundo tinha parado e eu não estava mais ligando pra paisagem ao fundo da figura de Daniel. Brega? Sim, muuuuito brega. Mas eu JURO q eu nunca senti nada por um menino igual o que estava sentindo naquele exato momento.

Daniel não foi só o meu primeiro primeiro. Daniel foi meu primeiro em muitas coisas: no auge dos meus 23 anos, ele foi minha primeira paixão adolescente, minha primeira loucura, meu primeiro beijo apaixonado, meu primeiro "o certo", meu primeiro "meu coração saiu pela boca quando eu vi ele", meu primeiro príncipe encantado, meu primeiro "eu largo a minha vida inteira pra trás se ele pedir pra casar comigo", minha primeira esperança... E posso dizer que mesmo já tendo passado 4 anos, ele continua sendo o primeiro E único em muitas dessas coisas.

A gente chegou no apartamento dele e a irmã dele estava lá. Já tinha lançado uma amizade sem fim com a irmã dele na época que ele foi pros EUA. Como ele tinha que dividir o computador com a irmã, quando ele foi pros EUA ela entrava mais e daí acabou que a gente começou a conversar e quando conheci ela, a gente já estava praticamente best. Tanto que na época que Dan estava nos EUA, ela me contou uma coisa que até hoje eu não sei se Daniel sabe que ela me contou ou não: ela me mandou um print screen do desktop do computador deles. No print screen você via que o papel de parede era dessa foto AQUI. (Coisas como essa que me fazem pensar que talvez ele não estivesse brincando comigo, senão daí até a irmã teria que fazer parte dessa brincadeira. Será que ele seria tão mau assim? A gente não pode botar a mão no fogo por ninguém nessa vida, né?).
Bom, cheguei na casa dele, a gente foi pro quarto dele, nada aconteceu demais lá, é lógico, a irmã dele estava no quarto do lado, pelamor de Deus. Mas eu pedi pra ele ver uns hotéis por ali que fossem meio em conta pra eu ficar naquela sexta, no sábado e sair no domingo. Pedimos ajuda pra um outro amigo dele, o João, que também tinha virado meu best pela internet. Depois que a gente achou um lugar pra eu ficar, eu também queria muito conhecer João, meu best, então fomos encontrá-lo pra almoçarmos, lá perto do trabalho dele. Foi a primeira vez que eu comi em um Spoletto de rua! Spoletto de rua é uma coisa mágica pra quem é de São Paulo. Hoje existe um só que eu saiba, perto da Paulista. Mas naquela época, era a maior novidade do mundo! Não sei porque eu achei fantástico aquilo! Tudo bem que naquele dia eu estava achando até moeda de 5 centavos fantástica, mas...
João também era muito legal. Mas eu queria ir pro hotel com Daniel por motivos óbvios. Por mais que João fosse mais legal que o monstro, vamos combinar que eu não estava ali para ver ele.

João nos deu carona até a casa de Daniel. Peguei minha malinha e fomos pro hotel.

Eu sei que sou muito detalhista quando eu quero e quando o acontecimento me é importante, mas me desculpa, eu não me lembro muito do que aconteceu entre esse momento do check-in até o momento em que o ato teve início. Acho que porque não importa o que aconteceu desde o check-in até o momento que esperou tantos anos para acontecer. O que importa é que aconteceu. Quando eu entrei no quarto e Daniel fechou a porta do quarto...
Tudo parecia um sonho? Sim.
Eu estava certa de que queria que aquilo acontecesse? Sim.
Mesmo certa, eu estava com medo? Sim.
Eu ia dar pra trás? JAMAIS!

Quando a gente foi para a cama, foi que todo o medo e a insegurança que eu estava sentindo desapareceram.
Por mais que eu sonhasse com isso, eu jamais pensei, talvez porque tenha demorado mais do que o esperado, que a minha primeira vez fosse ser com uma pessoa que eu tivesse gostando tanto.
Eu não sabia o que podia acontecer uma vez que ele entrasse dentro de mim, vai que dentro de mim eu tinha um botãozinho que desse choque no pipi do coitado do menino? Vai saber! Então eu me separei do nosso beijo segundos antes e disse: "Ninguém nunca entrou aí."
Ele me olhou com a cara mais assustada que já vi: "Como assim?"
E eu repeti: "Ninguém nunca entrou aí."
E ele, com um sorrisinho: "Você tá brincando."
E eu, séria: "Não."
Ele me olhou sério, devia de estar procurando algo que desmentisse o que eu estava dizendo. Como não achou nada, percebeu que eu não estava mentindo e me beijou. Eu não sei se enquanto ele me beijava ele estava pensando no que devia fazer, se devia continuar ou não, só sei que demorou um tempinho quando ele se separou do beijo e disse: "Se doer, me fala. Eu páro na mesma hora."

Não tem como eu dizer que não foi estranho, a sensação não é normal. Mas doer não doeu. Se doeu, eu nem percebi. Eu estava tão nervosa, que os nervos estavam superando qualquer outra coisa.
Eu não sabia o que fazer, estava morrendo de vergonha, não sabia se o que eu estava fazendo era certo, eu estava completamente desentendida. Era para eu ficar por cima? Era pra ele ficar por cima? Era pra eu fazer algum barulho? Era pra eu não fazer nenhum barulho? Mas quando eu lembrava que era o Daniel o menino, eu perdia um pouco da vergonha, tudo melhorava.
Quando terminou, a gente ficou abraçado. Daniel também foi o primeiro menino que eu fiquei abraçada na cama. Só abraçada, um olhando pro outro.
Ele queria saber porque eu nunca tinha dito nada. Eu disse que pra mim não fazia diferença. E que eu tinha medo que caso ele soubesse que ia ser meu primeiro, ficasse com medo e não quisesse me conhecer mais. E que pra mim não importava o que acontecesse, eu tinha escolhido ele pra ser o meu primeiro e eu não queria que nada mudasse isso.

Quando ele foi tomar banho, eu fiquei pensando. Eu tinha sido muito egoísta. Eu quis que ele fosse meu primeiro e assim foi. Eu nunca perguntei se ele queria ser o meu primeiro. E foi exatamente por isso que eu nunca contei esse pequeno detalhe até o momento em que não tinha mais escapatória pra ele. Eu queria tanto que ele fosse o meu primeiro que eu não podia correr o risco de contar pra ele e, por qualquer motivo que seja, ele dizer que não, ele não ia fazer aquilo. Ele ia ser meu primeiro e pronto, acabou.

Quando ele voltou do banho, ele deitou comigo na cama. A primeira coisa que ele disse quando voltou foi: "Eu não tinha acreditado em você até agora que eu fui tomar banho e vi que tinha sangue na minha cueca."
Eu fiquei morrendo de vergonha, queria me esconder debaixo daquele colchão e não sair nunca mais. Pedi desculpas, mas ele deu uma risadinha e me beijou.

A gente ficou acordado por um tempo ainda. Pedimos lanche numa lanchonete que ele adorava e que entregava. Aliás, isso também foi novidade pra mim: não sabia que hotéis deixavam você pedir comida de outro lugar pra entregar lá! Sucesso!

Comemos, conversamos, demos risada, assistimos TV, coisas que qualquer casal comum faz. E dormimos juntos. Ele também foi o primeiro homem com o qual dividi minhas horas de sono. A primeira vez que eu acordei e encontrei um homem dormindo ao meu lado. Primeira vez que eu me lembro ter acordado realmente feliz. Tudo tão perfeitinho!

Nunca me passou pela cabeça que em algumas horas eu estaria chorando de tristeza naquele mesmo lugar.




To Be Continued...

segunda-feira, 1 de março de 2010

COMO DIZEM...

"O sexo é o consolo que a gente tem quando o amor não nos alcança." (Gabriel Garcia Márquez)

Vamos ao por que da frase acima.

Aquele homem mais velho (31 anos) que eu estou saindo, a gente já saiu 3 vezes. A última vez que saímos foi essa sexta passada. A gente jantou, como sempre fazemos. Eu adoro conversar com ele, a gente sempre tem assunto, nunca fica aquele silêncio chato durante o jantar. O silêncio chato aparece na verdade na hora de se despedir.
Eu não sei... a gente já saiu 3 vezes e ele não tenta me beijar direito!!! A gente se beija tipo selinho, um pouco mais fortinho que isso, mas não é um beijo. E isso me deixa tão frustrada, você não tem noção!!!

Tipo... por que ele não me beija normal?
Sou eu?
É ele?
É vergonha de beijar em público?
É por que ele é mais velho?
É porque não me curtiu tanto assim?
É porque tem medo de eu achar que se ele me beijar eu vou achar que ele está achando que eu sou uma biscate?

Aaaaaaaahhhhh! Eu já não entendo cabeça de homem, ainda mais homem americano! É tudo muito complicado! E não estou dizendo que esses dates com ele estão me fazendo mal, eu gosto! E como o Gustavo disse, talvez ele só esteja me respeitando e me levando a sério, e como isso nunca, jamais, em momento algum aconteceu comigo na minha vida, eu não esteja entendendo e pra mim seja estranho e incômodo e seja só questão de me acostumar.
Pode ser.
Mas sabe, como minha amiga Karina costuma dizer, eu tenho necessidades! Não as mesmas necessidades da Karina, mas eu preciso beijar. Beijar de verdade! Eu gosto e eu sinto muita falta. Não me pergunte por que eu gosto de beijo mais do que de sexo, talvez porque pra mim parece ser mais carinhoso, sei lá.
E como não estava sendo satisfeita pelo meu date mais velho, o que eu fiz?
Saí em um date com outro menino que tinha me chamado na mesma noite.
Sim, 2 dates na mesma noite.

Quando eu cheguei do jantar do primeiro date, eu já tinha desistido do possível second date. Ele me mandou mensagem enquanto eu ainda estava no jantar e eu me senti mega mal. Ele queria que eu fosse em um show com ele que começava às 22h30, mas eu tinha resolvido que não ia sair com ele. Pelo menos não naquela mesma noite.
Só que daí eu cheguei em casa e ele me mandou uma mensagem lá pelas 23h45 dizendo que o show tinha acabado, se eu queria encontrá-lo para uns drinks naquela hora. O que a idiota aqui fez? Perguntei pro Gustavo o que ele achava que eu devia fazer. O que ele respondeu? Que eu devia ir, claro. É claro que todo homem ia dizer isso! E é claro que eu escutei ele ao invés da minha consciência.
Então lá vou eu para o meu segundo date da noite, 1 hora depois de ter chegado em casa do primeiro (só pra constar, eu troquei o modelito do primeiro date pro segundo. Achei que era o mínimo que podia fazer e me fez me sentir menos mal. hahahahaha).

A gente se encontrou em um bar muito convenientemente localizado na calçada em frente ao prédio dele.
Posso dizer uma coisa? Quando eu entrei no bar e olhei pra ele, eu já sabia o que eu queria e o que iria acontecer.
A gente conversou por 10 minutos, o tempo que demorou para eu tomar meu Apple Martini (olha como eu estou chique nas minhas escolhas de bebida!).
Mark é seu nome, tem 26 anos, webdesigner, ex-jogador de water polo, proveniente de Miami, loiro de olhos azuis-verdes, 1m88, dono de um Golden Retriever. Você precia saber mais alguma coisa? Porque eu não precisei! Saímos dali e atravessamos o quarteirão em direção ao apartamento dele. O dog dele estava esperando no quarto. Gostoso!
A gente fez o que a gente tinha pra fazer. Ele perguntou se eu queria dormir lá. Disse que não, muito obrigado. Eu não durmo direito nem em casa na minha cama sozinha!

No sábado eu acordo com uma mensagem dele no meu celular agradecendo por eu ter ido encontrar com ele no dia anterior e que tinha curtido. Eu disse o mesmo e que a gente devia de fazer isso de novo. Ele me escreve a noite perguntando se eu queria me encontrar com ele mais tarde. A preguiça era maior que eu, sabe, ele mora láááááá do outro lado do parque, então disse que não dava, quem sabe no dia seguinte.
No domingo, o dia seguinte, ele me mandou uma outra mensagem umas 6 da tarde querendo saber se a gente podia se encontrar. Eu disse que eu ia ver, mas se sim, só mais tarde, depois das 22h (eu não estava me fazendo de difícil não. Só queria ver o BBB antes de ir pra casa dele hahahaha).
Então acabou o BBB, eu me arrumei e fui pra casa dele. A gente fez o que tinha que fazer e eu voltei pra casa.

JURO! Eu achava que se um dia eu tivesse alguma "relação" desse tipo que eu ia me sentir mega mal. Eu ia me sentir usada ou algo do tipo. Mas não! Gente, pelamor! Se alguém tá usando alguém aqui, somos nós dois igualmente!
Ele é engraçado, ele é bonito, ele beija bem, ele manda bem. A gente conversou um tempão antes e depois. Ele fez tudo o que eu não fiz com o meu outro date! Ele preencheu exatamente tudo o que eu estava precisando no momento. E isso foi fantástico!

Não sei se a gente vai se ver mais depois disso. Às vezes foi só um fim de semana de loucura e acabou-se. Ou às vezes a gente se torna um bootycall oficial e se diverte mais vezes assim.

Nunca tinha tido uma experiência dessa sem a carga emocional que eu costumo trazer pra qualquer coisinha que eu faço em relação a boys.
Seja lá o que isso tenha sido, eu curti.
Curti mesmo!