sábado, 30 de abril de 2011

TRUE THAT!

"Dentre todos os seus amores, a maioria você vai descobrir que amava porque queria que sonhos se realizassem, planos se concretizassem, vendo apenas nessa pessoa a possibilidade de realizá-los, concretizá-los.
Às vezes você acha que ama alguém, quando, na verdade, você ama a história que uniu vocês, e quando ela acaba, quando ela passa, o que acontece? Você vive de passado, se prendendo a ele e a quem fez parte dele!
Às vezes ama alguém por vê-lo como uma conquista, como um objeto de valor que todo mundo gostaria de ter, mas que, por sorte e por merecimento, você tem. Às vezes você nem ama, só deseja (e nem sabe).
É difícil, porém, você amar alguém por esse alguém lhe amar. É aquela velha história: "Quem eu quero, não me quer, e quem me quer, eu não quero!"
E o por que isso de tudo isso? Porque essa pessoa não lhe ofereceu uma história."

quarta-feira, 13 de abril de 2011

COMPANHIA

“When I get lonely these days, I think: So BE lonely. Learn your way around loneliness. Make a map of it. Sit with it, for once in your life. Welcome to the human experience. But never again use another person’s body or emotions as a scratching post for your own unfulfilled yearnings.”


Pois é. Eu tô nessa. E nunca pensei que fosse estar nessa, achei que seria a maior das utopias. Mas cá estou eu nessa situação que sempre invejei em muita gente e que tinha certeza que nunca ia acontecer comigo nessa minha vida: NÃO estou apaixonada por alguém.

Ninguém. Nada. Nadica de nada. Péra!!! É... ninguém meeeesmo! Nobody!

Pela primeira vez na minha vida, no último mês eu não estou indo pra cama pensando em um menino.

Meus amigos mais chegados tão pensando: "Tá bom. Nem ela tá acreditando nesse post ridículo." Mas juroooo que é verdade. E juro que achava que fosse ser pior. Bem pior.

Sempre vivi pulando de amor em amor. Quer dizer, pulando de decepção amora em decepção amorosa. Mas ultimamente tô super tranquila.

Acho que o maior problema é a falta de homem interessante que tenho presente na minha vida hoje em dia. Não que os caras ao meu redor sejam desinteressantes, mas eles não são interessantes para mim no quesito que preciso que eles sejam. Deu pra entender? Tenho vários amigos interessantíssimos, não é a toa que são meus amigos, mas nenhum interessante no quesito "paixonite". Nenhum que preencha pelo menos metade da minha lista de requisitos para virar paixonite.

Sou exigente? Aparentemente sim. Achava que não. Só queria alguém que fosse bonito, legal, que não fosse uma anta e que fosse mais alto que eu (só de adicionar esse último requisito, sei que minha probabilidade de encontrar alguém cai para 3%, mas desculpa, não curto caras mais baixos que eu. É estranho e ponto!), mas acho que só isso não está bastando mais pra mim. Acho que esses atributos eram importantes mais pra minha época Devassa. Já passei dessa época.

Cansei de ir pra balada e beijar 8, 10, 12 ou 14 na mesma noite e ter que fugir deles a balada inteira. Mesmo isso tendo feito maravilhas para o meu ego (e não me arrependo de nenhum momento meu Devassa), acho que tô velha demais pra isso. Não tenho mais pique de ficar em balada esperando um cara vir puxar papo enquanto espero minha bebida e se for bonitinho (leia-se: mais alto que eu, do nível no mínimo pegável e que não esteja caindo de bêbado) ir lá e beijar.
Tentei trazer de volta meu lado Devassa esses dias, até que consegui quando fui pra D-Edge mês passado, mas no final da noite, nada mudou. Eu voltei pra casa sozinha e feliz por estar voltando pra minha casinha. Queria tirar meu vestido, meu sapato, minha maquiagem, colocar meu pijama furado, tomar um copo gelado de Coca-Cola Zero e checar meu Facebook e Twitter no silêncio do meu lar. Deprimente? Bastante. Mas eu tô amando essa "depressão".

Eu quero chegar em casa e não falar com ninguém, não ter que ligar pra ninguém, não mandar mensagem no celular de ninguém, não pensar em ninguém, ou não ficar preocupada se ele saiu naquela noite pra alguma baladinha e ficou com alguém, ou será que ele foi e não ficou com ninguém porque estava pensando em mim, ou será que nem foi, ou será que foi, ficou trêbado e levou uma vagabunda pra casa?
Cansei disso!
Já passei por isso muuuuitas vezes na minha vida e o que isso tinha de diferente do que é agora? Antes eu chegava em casa e não falava com ninguém, não ligava pra ninguém, me controlava absurdamente pra não mandar mensagem de celular pra ninguém, mas ia dormir pensando num idiota que não vale um copo d'água.
Ah, não. Já deu.

Tô muito feliz em ficar sozinha. Não imaginei que fosse gostar tanto de não gostar de alguém. Mas tô achando uma experiência maravilhosa. Fazer as coisas que eu quero pra me deixar feliz e não me preocupar com o que fulano ou sicrano vão achar.

Minha analista disse que isso é o resultado de eu estar dando mais valor a mim mesma. De eu estar gostando de mim mesma. De eu não precisar mais achar alguém pra gostar de mim porque eu já me gosto. Eu me basto. E que isso é bom. Que a próxima pessoa que eu mostrar o menor dos interesses vai resultar em uma relação saudável, mesmo que dure apenas um encontro, um beijo que seja, porque não irei mais despejar nessa pessoa toda a minha carência e a necessidade que tinha da outra pessoa gostar de mim no meu lugar.

Minha busca agora não é por alguém pra tomar conta de toda a minha vida, pra eu me entregar por inteira. Mas, sim, alguém para dividir momentos comigo.
Um companheiro: alguém pra ir comigo no cinema, alguém pra jantar fora comigo, alguém pra ser meu carona no carro ou que faça de mim sua carona, alguém que leia um livro na cama comigo enquanto eu tô lendo o meu, ou que me encha o saco enquanto eu tô lendo. Alguém que esteja ali do meu lado mesmo sem falar nada, alguém que me escute reclamar, alguém que segure minha mão só porque tava afim, alguém que pare comigo na Starbucks toda santa vez que eu vejo uma, alguém que me beije pra quebrar o silêncio ou pra me fazer calar a boca, alguém pra preencher o outro lado da minha cama.

Infelizmente, a teoria é sempre mais fácil que a prática.
Vamos ver quanto tempo essa busca levará.