quinta-feira, 15 de abril de 2010

AMOR, SUBLIME AMOR

"When love comes so strong, There is no right or wrong, Your love is your life." (West Side Story)

Hoje fui ver West Side Story na Broadway. Já tinha visto 2 vezes em DVD e me debulhado em lágrimas ambas.
Mas na Broadway não tem como, né? É outra experiência, as personagens estão ali com você, você se sente bem mais parte da história.

Para quem não sabe nada sobre West Side Story (ou 'Amor, Sublime Amor' se preferir), é a história de 2 gangues, os Jets (americanos) e os Sharks (Porto Riquenhos), que moram no West Side em NYC na época em que o pessoal de Porto Rico começa a vir pros Estados Unidos morar aqui. E nessa 'guerra', Maria, irmã do líder da gangue dos Sharks, conhece Tony, ex-líder da gangue dos Jets, e eles se apaixonam perdidamente, como não poderia deixar de ser em uma história que foi traduzida como 'Amor, Sublime Amor'.

Não preciso dizer que é um dos meus clássicos favoritos, não só assisti mais de 1 vez como desde que estreiou aqui na Broadway ano passado estava tentando ir. A história é ótima e o final é de matar, então vale muito a pena.

Mas lógico que pra mim tem toda uma outra pegada. A questão é que Tony e Maria se conhecem em uma noite e na mesma noite eles já estão perdidamente apaixonados e como são de gangues diferentes e tem todo aquele conflito, eles vão fugir pra casar. A história só é contada sobre as 24 horas que passa depois que eles se conhecem no baile, o que torna tudo mais fascinante pra mim. Eles se conhecem, se beijam (na Broadway, no filme não), trocam juras de amor eterno, vão fugir pra casar, acontece os rolos que tem que acontecer e a história toda se passou em apenas 24 horas!!! E por mais que você não entenda como pode alguém se apaixonar tanto por alguém em questão de horas (eu mega entendo, by the way), não tem como você não acreditar que o Tony realmente é perdidamente apaixonado por Maria e Maria é louca por ele também!

Lá estava eu, me debulhando em lágrimas na Broadway, querendo desesperadamente (mais uma vez, assim como quis as outras vezes que vi em DVD) um amor desse pra mim! Sim, eu me apaixono fácil, sim, eu me apaixono forte, mas eu quero ter alguém que também se apaixone rápido e intensamente por mim!
Eu quero um amor desses, onde os dois movem mundos e fundos para estarem sempre juntos sem pestanejar! Eu quero que no nosso primeiro beijo ele me erga e me rode nas alturas! Eu quero voltar pra casa depois do nosso primeiro beijo cantando! Eu quero que ele peça pra eu fugir com ele horas mais tarde! Eu quero planejar nosso casamento instantes depois! Eu quero esperar ele em casa depois do trabalho pra gente correr juntos pra nunca mais voltar! Eu quero essa loucura! Eu quero ser boba assim!

Se a Maria pode, por que eu não posso?

:õ(

quarta-feira, 14 de abril de 2010

A-MI-ZA-DE!


"Depth of friendship does not depend on length of acquaintance."


Eu sei que eu tenho que continuar a história de Daniel, mas ultimamente as coisas estão corridas.
Tenho só mais 15 dias em NYC antes de voltar pro Brasil, então tô aproveitando ao máximo o que falta eu ver e/ou comprar.

2 semanas atrás, a Paola, uma menina que estudou no CLQ comigo no 2o e 3o colegial, veio passar um mês aqui fazendo um curso na Columbia. Ela era de outra classe, a gente nunca teve muito contato, mas ela é de Limeira e o Antonio ficou sabendo que ela precisava de ajuda aqui em NYC e passou meu contato. Ela ficou uns dias aqui até arranjar um apê pra ela passar o mês.

Juro, às vezes eu acho incrível como meus pedidos se tornam realidade. Dia desses eu estava extremamente triste, me sentindo completamente sozinha nessa cidade. Não tenho amigos aqui, todo mundo sabe que esse é o maior motivo de eu estar voltando pro Brasil. Mesmo quem eu achava que era amigo, essa semana eu tomei um belo de um tapa na cara e percebi novamente, e dessa vez de verdade mesmo, que a amizade que eu achava que existia é exclusivamente unilateral e cansei de gastar minha energia numa coisa dessa e desencanei. Já fui besta muito tempo da minha vida.
Então estou muito carente de amigos. Nada é melhor do que chegar em Piracicaba e saber que se eu quiser conversar ou simplesmente sair de casa, é só eu mandar uma mensagem de texto pra Karin que em 10 minutos ela tá me buscando em casa pra gente ir pro Fran's Café que seja 2 da tarde ou 3 da manhã. Ou então botar o pé em São Paulo e marcar com o Trio Ternura (Fabi, Vanessa e Renato) de tomar Frozen Nutela no América.
Eu morro de saudades disso. De amigos. De sentar e não precisar conversar se eu não quiser. Ou de falar nada com nada. Ou só falar bobagem e rir o tempo todo. Ou chorar, se precisar. É aquele sentimento bom que não se explica, só entende quem tem.

E tava tão triste esses dias, achando que ia passar meu último mês aqui sozinha, meio na deprê, mas eis que surge em minha vida a Paola. Acho que o desejo de eu querer uma Karin e um Trio Ternura comigo no meu último mês era tão grande, que a minha amizade com a Paola cresceu em 3 dias com tamanha intensidade que eu nem sei explicar. É mais forte que a amizade que tenho com muita gente que conheço há anos.

Além de dar os louros a ela por ser uma pessoa incrível, a nossa amizade foi fundo porque eu meio que me joguei por inteira nessa relação. Dei a ela toda a minha atenção e carinho, porque eu estava realmente carente de amizade.
E o mais incrível é que eu sinto que ela sente o mesmo comigo. Acho que a vontade que ela tinha de encontrar alguém que realmente fosse ajudá-la nessa etapa da vida dela e não ficar sozinha por aqui também era grande, então acho que ela também se jogou 100% nessa nossa amizade. Ela já me agradeceu tantas vezes por coisas bobas que eu fiz, sabe? Já me chamou até de anjinho. Que linda ela!

Já trocamos histórias sobre nossos maiores segredos, maiores medos, maiores vontades, maiores pudores, maiores sonhos... Tudinho. Parece que somos amigas há anos.
Fora o sucesso que nós duas fazemos na balada! E só ela pra me fazer votar trêbada!
Eu já acordo com outro ânimo esses dias, porque agora sei que tenho uma amiga de verdade comigo, que está afim de ir comigo desde de uma balada mega forte até tomar frozen yogurt e sentar pra conversar.

Eu realmente acho que se eu tivesse tido ela por aqui por mais tempo e há um tempo atrás, eu não teria desistido tão fácil de NYC. Mas Deus sabe o que faz e é melhor agradecer por ter tido um mês com ela aqui do que lamentar de não ter acontecido. E o mais incrível é que a gente tá indo até embora de NYC na mesma data!

Eu acho fantástico esses acontecimentos da vida. E essa amizade é algo que foi claramente acidental e que eu sinto que vai ser realmente pra sempre.

Uma amizade sem fim! No sentido mega literal da expressão.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

A BOMBA

"I think there's a difference between loving the idea of someone and actually loving who they really are."

Bom, têm pessoas meio putas que eu não acabo a história, né? É que eu tento não deixar os posts muito longos e também porque eu demoro em torno de 2 horas pra escrever um post, porque tento deixar ele bonitinho e lembrar todos os detalhes também toma tempo, às vezes eu volto pros meus scraps, e-mails, e tals, então me cansa. Mas prometo que está chegando ao fim. Pelo menos a fase do nosso fim de semana juntos. hehehe
E eu não sabia que meu irmão lia isso aqui! Fiquei morrendo de vergonha! Agora vou me policiar mais no que digo.
Mas vamos a continuação da minha historinha...



"A gente precisa conversar." ele disse, ao voltar pra cama depois de ter acendido a luz. Eu estava deitada, ele sentou do meu lado.
Como eu concordava que sim, a gente precisava conversar, não falei nada, esperei ele continuar. E foi na continuação dessa conversa que eu realmente me machuquei.

Daniel disse que ele sentia, com tudo o que tinha acontecido de sexta para sábado, que eu realmente estava falando sério quando dizia pra ele online, pelo telefone, por mensagens de texto, e-mail e coisa e tal, que eu adorava ele. Antes da gente se conhecer, ele achava que na verdade eu estava brincando, que eu não estava sendo sincera, que o que eu queria era só um casinho com ele, mas que quando a gente se encontrou pessoalmente, ele percebeu que eu realmente gostava dele.
Eu não estava entendendo porque ele estava falando aquilo pra mim. É lógico que eu estava falando sério quando dizia qualquer coisa pra ele, disse. Disse também que se eu quisesse um casinho, se eu quisesse só mais um, eu poderia ter poupado não só as várias ligações interurbanas, como também as horas que gastei conversando com ele online e ter economizado uma viagem até o Rio de Janeiro, porque qualquer um eu arranjo em qualquer lugar, mas eu tinha sentido que com ele tinha rolado algo além disso, que a gente tinha se dado super bem, que a gente se deu bem antes mesmo de ter se conhecido e que sim, tudo o que dizia era verdadeiro.
E ele me solta: "Bom, eu não."
"Você não o que?" perguntei desentendida e toda ingênua.
"Eu não tava falando sério quando dizia que gostava de você."
Juro, meu mundo caiu naquele exato momento. Por mais que eu soubesse que meu sonho com Daniel de namorar, noivar, casar, ter filhos não fosse acontecer, sonho é sonho, a gente sempre espera que pelo menos uma parte do sonho se realize. Mas naquele momento, tudo caiu. Tanto meus sonhos, como meu mundo, como meu chão. Se ele estava mentindo pra mim desde de sempre, então por que cargas d'água eu estava ali??? Por que ele tinha falado comigo todo santo dia por 2 meses se ele estava apenas 'brincando'????? Por que ele tinha deixado eu ir encontrar com ele se ele estava apenas brincando????? Por que ele não brincou com alguém da própria cidade dele?????? Pra que fazer eu perdeu meu tempo e me iludir daquela maneira?????
Essas perguntas estavam brotando na minha cabeça e como eu estava extremamente puta e triste, eu não consegui não perguntar tudo o que eu estava pensando. Eu perguntei tudo aquilo pra ele e também por que ele tinha deixado chegar nesse ponto? E por que a gente estava fazendo aquilo então se era tudo uma brincadeira pra ele?
A resposta dele não podia ter sido mais ridícula: "Eu achava que você estava brincando também."

JURO! COMO ASSIM?

Perguntei pra ele se ele achava que eu seria tão ruim a ponto de fazer uma coisa dessas, de enganar alguém tão maldosamente, se ele achava que eu era uma puta, que eu fazia isso direto, que eu vivia de enganar meninos, mentir sobre sentimento.
Ele disse que não achava que eu fazia isso sempre, mas achou que com ele tinha sido isso, que não acreditava que eu tinha desenvolvido sentimentos por ele em tão pouco tempo e sem ao menos conhecê-lo pessoalmente. Mas que quando a gente se conheceu ao vivo e aconteceu tudo o que aconteceu e ele foi descobrindo coisas sobre mim que ele não sabia e que foi vendo a maneira que eu tratava ele, ele percebeu que tinha sido babaca em ter pensado que eu era como ele, que estava mentindo. E ele não achava certo continuar qualquer coisa que a gente estivesse tendo naquele fim de semana sem antes eu saber o que ele sentia de verdade.
QUÃO NOBRE DA PARTE DELE!!! Ele já tinha me enganado todo esse tempo, mas se ele estava me contando a verdade agora então tudo bem, eu tinha que perdoar ele agora, porque ele não queria mais me enganar. Queria jogar limpo dali pra frente.

Eu não sou uma pessoa orgulhosa. Orgulho pra mim não leva ninguém a lugar nenhum, então sim, lá estava eu, me debulhando em lágrimas na frente dele, ao mesmo tempo em que tentava pensar em algo pra dizer. Nenhum filme hollywoodiano tinha me ensinado o que fazer/dizer numa situação dessa.
Ele continuou pedindo encarecidamente desculpas por achar que eu era como ele, que ele tinha sido um completo babaca.
Foi aí que ele veio me contar a história da namorada dele. Pra tentar me explicar o por que da atitude dele. Que ele não era um canalha não, que ele tinha sim motivo pra ter feito o que fez.

Ele namorou uma menina por um tempo. Ele era completamente apaixonado por ela, ela era a primeira namorada da vida dele, ele fazia tudo por ela e blá blá blá. Depois de um tempo ele descobriu que a menina tava traindo ele, alguém contou pra ele e ele foi confrontá-la. E ela disse que não, as pessoas estavam mentindo, estavam querendo acabar com o relacionamento deles e tal. E ele acreditou. Ele cortou relações com um monte de amigos que vinham dizer que ela não prestava, não acreditava nos amigos, acreditava no que a namorada estava dizendo. Ele realmente achou que as pessoas estavam inventando coisas pra acabar com o relacionamento dos dois.
Depois de um tempo, não lembro agora como foi certinho, se alguém deu a dica pra ele ou se ele estava suspeitando de algo e acabou indo atrás, mas ele viu a namorada dele com um outro menino, que acho que era o ex dela, na verdade. Ele entrou numa crise nervosa horrorosa, desenvolveu úlcera nervosa, algo bem sério assim, perdeu prova, teve que pedir pra professor deixar ele fazer a prova de novo pra não pegar DP, uma história cabulosa assim. E o fim desse namoro tinha acontecido menos de um mês antes de eu apareceu no MSN dele. Então que na época que a gente se conheceu, ele não tava mais acreditando em mulher nenhuma, estava completamente desiludido, não queria ter nada sério com ninguém, porque a única vez que ele se entregou, ele se machucou horrorosamente. E então eu apareci. E pra ele tava sendo bom brincar comigo, porque ele 'sabia' que não era nada sério e ele estava tentando esquecer a crise que teve com a ex-namorada.

O quanto dessa história é verdade a gente nunca vai saber. A única coisa que eu sei é que ele realmente tinha uma namorada pouco antes de me 'conhecer'. Eu lembro que logo nos primeiros dias que a gente começou a se falar, eu chequei as comunidades dele e tinha comunidades sobre namorada, aquelas tipo 'minha namorada é...', sabe? E eu cheguei a perguntar isso pra ele no MSN logo no início e ele me contou que tinha terminado um namoro muito recentemente e tinha até esquecido que ainda estava naquelas comunidades.
Por mais que ele tivesse sido um filho da mãe comigo, não acredito que ele teria inventado uma história dessa do nada. Mas sei lá, às vezes sou eu querendo tampar o sol com a peneira.

Demorou um tempo pra eu poder considerar as opções que eu tinha depois da bomba que ele me soltou: eu podia ou pegar minhas coisas e voltar pra São Paulo naquela mesma noite ou eu podia desconsiderar tudo aquilo que ele tinha me falado e fingir que nada daquilo importava.

Na primeira opção, eu voltava pra casa completamente arrasada por ter corrido atrás de Daniel, o tal príncipe encantado que eu tinha idealizado e que se tornou o completo oposto. Com essa opção, eu também teria tido apenas uma noite com ele, bem menos do que eu imaginava que teria, e essa opção não faria ele mudar de idéia em relação aos 'sentimentos' dele por mim.

Na segunda opção, eu continuaria a sentir o que eu estava sentindo, independente do que ele tivesse me falado, mesmo porque os meus sentimentos por ele não iriam mudar nos próximos minutos só porque ele destruiu tudo o que tinha imaginado, infelizmente não é assim que meu coração funciona, eu me apaixono e pra eu me desapaixonar vai tempo. Mas com essa segunda opção eu teria mais tempo com ele e aproveitaria ao máximo o que quer que acontecesse dali pra frente. Fora que dava pra ver que ele estava arrependido pelo que tinha pensado de mim e iria poder aproveitar desse arrependimento dele a meu favor e lógico, como toda mulher inocente, tentar fazer ele mudar de idéia em relação a mim.

Meu lado escorpiano, vingativo e que não aceita perder, falou mais alto e eu decidi ir pela segunda opção.

Que burra, maluco!!!




To Be Continued...