"O amor das almas gêmeas é um amor genuíno, a pessoa ama a outra exatamente como ela é e de forma alguma procura modelá-la segundo sua própria imagem ou de acordo com o que gostaria de encontrar em alguém. Ela apenas tenta auxiliar a sua outra metade a alcançar o que há de melhor e mais elevado em sua personalidade. O relacionamento de almas gêmeas não mantém registros dos erros que acontecem, dá sempre o primeiro passo para a reconciliação rápida, mesmo não tendo certeza de qual resposta irá obter. A alma gêmea é generosa e não se importa em dar mais do que recebe."
São 3 horas da manhã.Fiquei mais de uma hora me revirando na cama, sem conseguir dormir (de praxe) e chorando (quase que de praxe). Por mais que eu esteja numa crise existencial do caramba, dessa vez estou chorando por saudades.Mas não saudades de macho (como diria o Gustavo), e sim, saudades da minha alma gêmea.E não, minha alma gêmea não foi alguém com quem fiquei, tive um breve casinho ou por quem fui apaixonada e nunca correspondida. Sim, acredito que todos temos uma alma gêmea. E a minha é (ou foi?) meu irmão.
Meu irmão entrou na minha vida no final de 2004, quando ele começou a namorar a minha irmã. Muita gente se confunde quando começo a contar essa história, já que ele não é meu irmão de sangue, ele se tornou porque não tinha como não se tornar. Tirando "irmão" e "alma gêmea", eu nunca consegui definí-lo em outras palavras.
Lembro exatamente da primeira vez que eu vi ele. Minha irmã nunca tinha namorado na vida, e como eu também sou solteirona de carteirinha (não por opção), não sabia como namorados deveriam se portar quando fossem apresentados para a família. Mas a primeira vez que eu vi o João ele não estava sendo apresentado a ninguém, ele tinha ido em casa pedir a permissão da minha mãe para namorar a minha irmã. Tudo isso usando uma camiseta azul do McDia Feliz.Por mais que o resto da vida dele eu tenha passado zuando esse dia, eu acho que foi aí que eu percebi que ele não era só mais um macho. Ele, por mais antiguado e breguinha que tenha sido na atitude e na escolha da roupa do dia, provou, com aquilo, que ele não era só mais um. Ele era uma pessoa com valores. Valores bons. Valores raros.
Como ele não era de Piracicaba, ele frequentava nossa casa e durmia por lá só nos finais de semana. E não demorou muitos deles para a gente se conectar. Foi quase que instântaneo. E foi uma coisa estranha, por mais que tenha sido quase que de imediato, não sei dizer ao certo o que fez a gente se identificar tanto e em qual momento exato.
A família, com a adição do João, era maravilhosa. Minha irmã tinha passado uns anos turbulentos na faculdade e tinha se afastado drasticamente da gente. Quando ela adicionou o João a família, a gente sentiu que ela também foi re-adicionada. Mais um motivo por todos os Paes de Almeida terem se apaixonado tão facilmente pelo João.
Porém, em 2006, meio que no meio do ano, eu recebi uma ligação da minha mãe tarde da noite de um domingo. Eu tinha acabado de chegar em São Paulo depois de ter passado o fim de semana em Piracicaba, como de rotina. Minha mãe disse que tinha uma coisa para me contar, mas que não era para eu ficar brava com a minha irmã. Ela me fez prometer que eu não ficaria brava. Conhecendo a minha irmã, eu disse que não ia prometer nada, para ela contar logo o que tinha acontecido. E então ela disse que naquele domingo, antes de o João ir embora para Limeira, minha irmã tinha terminado com ele.O QUE??? ELA É IDIOTA??? COMO ELA TERMINA COM O JOÃO??? ELA ACHA QUE ELA VAI CONSEGUIR ALGUÉM MELHOR DO QUE ELE??? PORQUE ELA NÃO VAI! NEM O JOÃO ELA MERECIA!!!Sim, eu aos berros e aos prantos brigando com a minha mãe por uma atitude babaca da minha irmã.Os motivos dela não importavam para mim. E daí que ela terminou porque ela já não gostava mais dele? E como ela não gostava mais dele? Era impossível! E como assim já tinha um tempo que ela tava com ele só porque ela sentia que a família amava ele demais e por isso ela não tinha coragem de terminar antes? Problema é dela! A culpa é dela por ter achado a melhor pessoa do mundo e ter trazido ele para nossa família. Lógico que todo mundo amava o João, não tinha como não amar o João! Agora, se ela tinha cansado, o problema era dela! Ninguém mandou ter apresentado! Devia de segurar o choro e aguentar. Não queria nem saber!Sim, fiquei sem falar com a minha irmã um tempo depois que soube disso e disse que ela não era mais a minha irmã, porque agora quem era meu irmão era o João e eu queria que ela se fudesse. (Infantil, dramática. Porém era o que sentia. E falaria tudo isso de novo, porque é a mais pura verdade).
Lembro de ter falado com o João assim que soube e lembro da primeira vez que o vi depois do acontecido. Acho que foi uma das coisas mais difíceis que tive que presenciar na minha vida. Ver a melhor pessoa que você já conheceu sofrendo, e se segurando para não mostrar tanto, porque uma idiota que nunca mereceu ele em primeiro lugar, tinha acabado com as esperanças que ele tinha de ter um relacionamento com alguém. João nunca teve uma auto-estima muito alta (uma das várias coincidências nossas), e eu me lembro dele me contando, na Bela Paulista, que achava que nunca mais ia encontrar ninguém que fosse amar ele.Gente. Como doeu ouvir a dor dele. Disse que era impossível alguém não amar ele de novo, que essa possibilidade não existia, que ele era a melhor pessoa do mundo e que a minha irmã não o merecia, mas quem merecia um dia ia aparecer... Blá, blá, blá... Eu não podia fazer nada para ajudar, a não ser oferecer palavras. E sabia muito bem que palavras não servem de nada numa situação dessa (isso aconteceu beeeem próximo dos acontecimentos pós encontro com Daniel, descritos muito claramente em posts anteriores aqui).Jurei, naquele momento, para ele, todo frágil na minha frente, que eu ia amá-lo pro resto da minha vida e jamais iria cortar contato. Que não importava como ele tinha entrado na minha vida, se dependesse de mim e se ele quisesse, ele faria parte dela pro resto da vida dele.
E a promessa foi sendo cumprida. Anos se passaram e algo que eu achava que não tinha como acontecer, foi acontecendo: a gente foi se tornando cada vez mais forte, cada vez mais alma gêmea.Quando fui embora para Nova York em 2008, acho que ele foi a pessoa mais difícil de me despedir: segunda vez que eu via ele chorando na minha frente, e mais uma vez que eu não podia fazer nada a respeito. Chorei durante minha viagem toda de Limeira para Piracicaba.Mas mesmo eu tendo ficado em Nova York por 2 anos, a gente se falava direto: Skype, MSN, E-Mail, Orkut.E lembro que a primeira vez que voltei de férias pro Brasil, ele foi o único que chorei quando reencontrei.
Era uma relação tão gostosa, tão leve... Relação família mesmo. Que você não se sente obrigado a amar, não se sente obrigado a telefonar, não se sente obrigado a manter contato. Você faz tudo isso por instinto, inconscientemente. Porque faz parte de ti. Porque não sabe não o fazer.
Mas como minha vida é cheia de regras, essa parte não podia fugir a ela: tudo o que tenho de bom, tudo o que mais prezo, chega logo o dia em que acaba.
Quando voltei de Nova York pro Brasil para passar as férias de fim de ano de 2009/2010, João estava de rolinho com uma menina. Até aí tudo bem. Tava até feliz por ele, porque finalmente alguém poderia provar, além das minhas palavras, que ele estava errado quando dizia que ele nunca mais ia conseguir fazer alguém se apaixonar por ele.No final dessa minha viagem, pedi para que ele me levasse ao aeroporto junto com a minha mãe, para ela não ter que viajar sozinha de noite. Ele nem pensou, disse que lógico. Normal. Família.
Quando cheguei em Nova York, alguns dias depois, recebi um e-mail que entrou para lista das piores notícias da minha vida: a namorada dele não queria que ele tivesse mais contato comigo.
(Gostaria de fazer um adendo, caso isso não seja claro para alguém: tudo o que for descrito daqui para frente foi o que ME foi passado. Foram as informações que EU recebi, que chegaram até a MIM. São as MINHAS interpretações do ocorrido. O blog é MEU, então eu escrevo o que EU sinto e pelo o que EU passo e como EU vejo as coisas. Obrigada.)
Aparentemente, no momento que ele avisou que estava me levando ao aeroporto, ela aceitou numa boa. Mas quando ele voltou para Limeira naquele mesmo dia, ela teve um ataquezinho besta de ciúmes, dizendo que ele tinha trocado passar o domingo com ela pra me levar pro aeroporto. Ela estava entendendo nosso relacionamento como um amoroso, e não como um de família, um de amizade. Argumentou que se entrassem no Orkut do João e vissem os scraps e depoimentos que eu deixava pra ele e que ele deixava para mim, e os que ela deixava para ele e os que ele deixava para ela, não tinham como saber quem era a namorada em questão.
O QUE??? COMO ASSIM??? Muitas das coisas que eu escrevia, tinha a palavra "irmão" bombando lá!!! E outra: o que importa o que os outros achem ou deixem de achar? Vamos cada um tomar conta da sua própria vida? Ela e o João sabem quem é o casal na história, isso devia de ser o suficiente. Mas nãããããão!!! Então qual foi o próximo passo que ela "sugeriu" que ele fizesse? Apagasse todos os scraps e todos os depoimentos que ele tinha me deixado e que eu tinha deixado para ele. Bom saber que meu irmão estava num relacionamento com uma menina que, apesar de ser mais velha do que ele, vivia na 3a série primária.
Depois disso, não tinha como nosso relacionamento não ser cortado de vez. Ele não queria que mandasse scraps, mas disse que se eu quisesse mandar e-mails, para eu ficar a vontade.Me desculpa, eu prefiro dar uma pausa no relacionamento do que omitir ter um. Ainda mais um que não tem motivo, razão ou circunstância para ser omitido!!!
Por mais que eu tivesse chorado quando eu vi que ele apagou tudo do Orkut, por mais que seja triste não ter mais as palavras dele lá, por mais que eu não escreva mais para ele, por mais que a saudades seja enorme, não é isso que me machuca exatamente.E o que me machuca também não é saber que o meu relacionamento com ele teve de ser cortado por causa de uma namorada ciumenta, ridícula, e sem embasamento algum para um atitude tão infantil e que julgou não só a mim, mas ao João e ao nosso relacionamento, sem nunca ter olhado na minha cara. Eu tenho na verdade é pena de uma pessoa tão insegura que confia tão pouco em si mesma a ponto de sentir ciúmes da única pessoa que não precisa sentir.
Mas voltando...O que me deixa triste de verdade são duas coisas:
1.) O pouco que acompanho do Orkut dele, vejo que ele está se tornando uma pessoa que ele nunca foi e uma pessoa que ele sempre me disse que não gostava. Ele tem umas comunidades de bêbados, uns scraps que falam que ele tava bebasso no dia tal, que isso aconteceu e aquilo aconteceu, uns programas nada a ver. E eu percebo que ele não é a mesma pessoa que eu conhecia. Tinha coisas que ele era mais certinho do que eu. Percebo que ele tá mudando. E para pior (ao meu ver). E não sou só eu que digo. E dói saber que dessa vez eu não posso ajudar com nada, nem com palavras bestas. Isso dói demais.
2.) A segunda coisa, e a mais dolorida de todas, e o motivo pelo qual choro hoje de noite e por todas as outras vezes que já chorei por esse assunto, é sentir que o relacionamento que a gente teve era mais forte do meu lado do que do dele. É perceber que ele não está fazendo por mim algo que eu faria por ele sem nem pensar, sem nem ter sido pedido. Perceber que ele não defende o nosso relacionamento com força o suficiente, sendo que se o caso fosse invertido, eu estaria usando a armadura mais forte para lutar contra tudo e contra todos que quisessem interferir na relação que a gente tinha. Porque, para mim, ela era sagrada. E com isso não se mexe. Nem se ousa mexer. Devastador é perceber que uma relação em que nós dois trocamos tempo, energia, amor, e que parecia eterna, está no modo 'pause' porque ele não quis lutar por ela. Que ele foi obrigado, por qualquer que tenha sido o motivo e a pessoa besta que o obrigou a tal, a escolher um dos dois relacionamentos. E o que me mata é saber que, mesmo sendo família, mesmo eu achando que nosso relacionamento não tinha como competir com outro por ser de outra natureza... Mesmo assim, dentre as duas opções que lhe deram, eu não fui a escolhida.
Mas o engraçado é que, quando eu reflito sobre tudo isso e sobre um possível futuro, apesar de tudo isso, apesar da dor que isso me causa, eu realmente sinto que se ele quisesse voltar a nossa amizade, eu estaria disposta a deixar tudo isso que passou de lado. Não acredito que seria só desapertar a tecla 'pause' e tudo continuaria como era antes. Acredito que ele teria que ganhar a minha confiança de volta, que teríamos muitas coisas para atualizar, que não seria um processo breve, que nem tudo estaria as mil maravilhas como era antes. Mas a gente já passou por esse processo uma vez, não tem porque e não tem segredo passar por ele de novo. Ainda mais sabendo que o resultado seria o bom e velho relacionamento irmã-irmão que tínhamos.E eu com certeza me doaria 100% para ter essa relação de volta.Porque eu tenho a certeza que ele é a minha alma gêmea. E alma gêmea, a gente só tem uma.
"O relacionamento das almas gêmeas não mantém registro de erros, nem mantém arquivos de mágoas. Ele baseia-se na fé, e não no medo.O primeiro passo é ver as pessoas como elas são e não como você gostaria que elas fossem. Aceite as pessoas sem preconceitos. O amor que discrimina é conhecido como amor individual e não universal.O amor de almas gêmeas é inesgotável, não diminui à medida que o relacionamento continua, aumenta cada vez mais. Não existe namorado, amante ou amado, que os separem. Muito menos divisões, desuniões ou desilusões.O amor das almas gêmeas subsiste em outros planos e em outras vidas.É eterno."
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
quinta-feira, 8 de julho de 2010
BOOTY CALL
Paulo.
É engraçado EU, Fernanda Carolina, ter um Booty Call. Eu sempre fui uma pessoa muito apaixonada, todo mundo que me conhece, sabe. Todo mundo sabe que quando estou com alguém, eu me entrego completamente sem a pessoa ao menos pedir e/ou saber.
Mas com o Paulo eu consigo manter a coisa completamente sem sentimentos. E sem me preocupar se a gente vai se ver hoje e depois só daqui 1, 2, 3, 4 dias, semanas, meses. Quando rolar, rolou.
Ontem a gente estava conversando no GTalk e ele disse que vinha dormir aqui. Eu disse que duvidava. E ele acabou vindo e ficando.
Paulo é um daqueles meninos que eu queria MUITO gostar. Tipo... MUITO! Queria querer ter alguma coisa mais séria com ele (não que isso quer dizer que ele queira algo comigo, isso nunca foi citado não!), mas eu não consigo. E eu realmente não consigo apontar um motivozinho que seja pela falta de querer.
Ele é uma pessoa incrível, um dos poucos meninos que conheço no mundo que sabem conversar online (Fabiana e Karin sabem muito bem o que estou dizendo), ele não é bipolar (Fabiana e Vanessa sabem o que estou dizendo), ele é divertido, ele sabe de tudo (jornalistas são bons por isso também, né?), eu acho ele bonito, ele tem emprego, carro, apê onde mora sozinho... Ele tá todo certo. Na teoria. Mas na prática eu não consigo sentir uma química com ele, sabe?
Eu adoro, ADORO, ficar com ele. Ontem mesmo, eu não me lembrava o quão bom era falar com ele ao vivo, o quanto ele é engraçado, fofo, me faz ser boba (não precisa muito pra isso, né?), me diverte... Eu me sinto muito bem perto dele. Acho que dos meninos que eu fico, ele é o que me faz me sentir melhor junto, o que me deixa a vontade, que é ótimo tá junto. Mas ao mesmo tempo, não é uma pessoa que eu me vejo com ele e só com ele.
Acho que o problema é... química.
Quando eu estava em NYC e falava com ele e com o Dipirona, eu costumava dizer pro Gustavo que o meu sonho era poder pegar a personalidade do Paulo e a cabeça dele, e colocar no corpo do Dipirona. Estaria, então, montado o homem perfeito para mim nesse momento. Mas como a gente não pode fazer isso ainda... Droga de ciência atrasada!!!
Não que eu não goste da parte física de ficar com o Paulo. Pelo contrário! Ele beija muito bem, ele faz as coisas certas, mas... É dificílimo explicar... É só sentindo mesmo. Eu acho que o meu problema é que o Dipirona me estragou. Se eu não tivesse tido o Dipirona e sabido o que existe pelo mundo a fora... Talvez o Paulo tivesse sido o melhor que já tive!
Mas é aquela merda de sempre, eu não seria apaixonada por chocolate e não teria uma preferência pelo brigadeiro ao beijinho se nunca tivesse experimentado o maldito chocolate na minha vida!
Mas às vezes eu estou completamente errada. Às vezes o Paulo é o amor da minha vida. Minha analista explicou outro dia que amor é muito diferente de paixão.
Paixão é uma coisa que explode do nada, e que do nada acaba, porque é impensável, é instantâneo, é corpo, é loucura, tem prazo de validade, é pesado, você quer "matar a vontade" rápido, pra se livrar daquele desejo enorme dentro de ti.
Amor é o contrário, vai aumentando aos poucos, tem que ser plantado, cultivado, tomado cuidado, é sentimento além de corpo, é racional, você escolhe a dedo quem ama, é leve, você não se sente obrigada a nada, e pode ser infinito.
Nesse pensamento, quem sabe Paulo não é alguém pra se cultivar?
Hum... quem sabe...
É engraçado EU, Fernanda Carolina, ter um Booty Call. Eu sempre fui uma pessoa muito apaixonada, todo mundo que me conhece, sabe. Todo mundo sabe que quando estou com alguém, eu me entrego completamente sem a pessoa ao menos pedir e/ou saber.
Mas com o Paulo eu consigo manter a coisa completamente sem sentimentos. E sem me preocupar se a gente vai se ver hoje e depois só daqui 1, 2, 3, 4 dias, semanas, meses. Quando rolar, rolou.
Ontem a gente estava conversando no GTalk e ele disse que vinha dormir aqui. Eu disse que duvidava. E ele acabou vindo e ficando.
Paulo é um daqueles meninos que eu queria MUITO gostar. Tipo... MUITO! Queria querer ter alguma coisa mais séria com ele (não que isso quer dizer que ele queira algo comigo, isso nunca foi citado não!), mas eu não consigo. E eu realmente não consigo apontar um motivozinho que seja pela falta de querer.
Ele é uma pessoa incrível, um dos poucos meninos que conheço no mundo que sabem conversar online (Fabiana e Karin sabem muito bem o que estou dizendo), ele não é bipolar (Fabiana e Vanessa sabem o que estou dizendo), ele é divertido, ele sabe de tudo (jornalistas são bons por isso também, né?), eu acho ele bonito, ele tem emprego, carro, apê onde mora sozinho... Ele tá todo certo. Na teoria. Mas na prática eu não consigo sentir uma química com ele, sabe?
Eu adoro, ADORO, ficar com ele. Ontem mesmo, eu não me lembrava o quão bom era falar com ele ao vivo, o quanto ele é engraçado, fofo, me faz ser boba (não precisa muito pra isso, né?), me diverte... Eu me sinto muito bem perto dele. Acho que dos meninos que eu fico, ele é o que me faz me sentir melhor junto, o que me deixa a vontade, que é ótimo tá junto. Mas ao mesmo tempo, não é uma pessoa que eu me vejo com ele e só com ele.
Acho que o problema é... química.
Quando eu estava em NYC e falava com ele e com o Dipirona, eu costumava dizer pro Gustavo que o meu sonho era poder pegar a personalidade do Paulo e a cabeça dele, e colocar no corpo do Dipirona. Estaria, então, montado o homem perfeito para mim nesse momento. Mas como a gente não pode fazer isso ainda... Droga de ciência atrasada!!!
Não que eu não goste da parte física de ficar com o Paulo. Pelo contrário! Ele beija muito bem, ele faz as coisas certas, mas... É dificílimo explicar... É só sentindo mesmo. Eu acho que o meu problema é que o Dipirona me estragou. Se eu não tivesse tido o Dipirona e sabido o que existe pelo mundo a fora... Talvez o Paulo tivesse sido o melhor que já tive!
Mas é aquela merda de sempre, eu não seria apaixonada por chocolate e não teria uma preferência pelo brigadeiro ao beijinho se nunca tivesse experimentado o maldito chocolate na minha vida!
Mas às vezes eu estou completamente errada. Às vezes o Paulo é o amor da minha vida. Minha analista explicou outro dia que amor é muito diferente de paixão.
Paixão é uma coisa que explode do nada, e que do nada acaba, porque é impensável, é instantâneo, é corpo, é loucura, tem prazo de validade, é pesado, você quer "matar a vontade" rápido, pra se livrar daquele desejo enorme dentro de ti.
Amor é o contrário, vai aumentando aos poucos, tem que ser plantado, cultivado, tomado cuidado, é sentimento além de corpo, é racional, você escolhe a dedo quem ama, é leve, você não se sente obrigada a nada, e pode ser infinito.
Nesse pensamento, quem sabe Paulo não é alguém pra se cultivar?
Hum... quem sabe...
terça-feira, 22 de junho de 2010
O SEGUNDO PRIMEIRO ENCONTRO
"Eu sei amar, mas não sei fugir. Por isso, não tente me parar. Não me peça para não ir. Não me diga para tomar cuidado. Eu não sei amar mais ou menos. Quando eu decido, eu vou. Me entrego, me arrisco, me corto, me estrepo, azar meu, sorte minha que nasci assim: vim ao mundo para sentir."
Depois que eu fui embora pra Nova York, demorou bastante tempo pra eu voltar a falar com o senhor Aécio. Eu estava no Camp e depois eu tinha acabado de chegar em Nova York, tudo era novidade e tals, então eu quase não falava com ele.
Chegou fevereiro de 2009. Ele foi pros EUA, costa Oeste, California e afins. Eu lembro que a partir dessa época a gente começou a conversar mais. Ele me convidou pra encontrá-lo em Vegas e eu me lembro que eu queria de qualquer maneira ir vê-lo do outro lado do país, mas sabia que a loucura era ridícula demais então pedi pro Gustavo me proibir de fazer isso, ameaçar que me expulsaria de casa caso eu lançasse essa loucura.
Depois que ele voltou pro Brasil, eu lembro que a gente conversava bem mais. E a gente marcou de se encontrar quando eu voltasse, coisa que estava programada para acontecer em junho.
Quando eu cheguei no Brasil em junho, não demorou muito para a gente marcar de se encontrar. E eu tava morrendo de medo. Fazia mais de um ano que a gente não se via. Era como se fosse o primeiro encontro mais uma vez. Voltou todo o mesmo nervosismo que eu tive quando o encontrei pela primeira vez depois de ter beijado ele na balada: e se eu não achasse ele bonito? E se ele fedesse? Tinha passado um ano! Meus conceitos tinham mudado! Eu já tinha ficado com o cara mais bonito da minha vida (Tom, o francês), nenhum jamais seria tão bonito igual àquele, então às vezes Aécio fosse bonito pra mim antes e não mais. Mas eu fui com a cara e a coragem encontrá-lo.
Passei na rep dele, que aliás tinha mudado de lugar e demorou um tempinho pra eu encontrar. Chegando lá, um colega dele atendeu e eu fiquei com o estômago na boca até ele aparecer para me receber. Mas assim que ele apareceu com o sorriso gigante no rosto, me pegou pela cintura e me beijou, eu não duvidei de mais nada, tudo estava perfeito, eu faria o que ele quisesse a partir dali.
Esse sempre foi o problema com ele. Uma vez que a gente estava junto, ele podia fazer o que bem entendesse comigo, porque ele tinha um poder sobre mim justamente por causa dessa química horrorosa que a gente tem. Eu nunca me controlei direito com ele e eu sempre quis entender o por que e é lógico que nunca obtive uma resposta.
Bom, depois de lá a gente foi fazer o que a gente tinha pra fazer, ficamos um tempo ainda no quarto e depois eu levei ele pra rep dele.
Depois dessa vez, a gente ainda ficou mais uma antes de eu voltar pra Nova York. Mais uma vez foi um delivery da Karin, mas dessa vez foi numa outra rep onde tava tendo uma festinha e ele estava por lá. Foi ruim porque foi numa vibe de despedida. E porque essa foi a vez que a bandeira vermelha que já estava hasteada, começou a brilhar e ficou mais alta, mas mesmo assim, Fernanda não quis perceber.
Eu estava sentada na cama e ele estava deitado. O assunto de namoro surgiu sabe-se lá Deus como e por que e ele me falou que já tinha namorado 2 vezes e que ambas as vezes ele tinha traído a menina. E, então, ele disse:
"Se eu namorasse você, eu ia te trair em 5 minutos."
"Se eu namorasse você, eu não te trairia nunca." foi o que eu disse em resposta.
Ele me abraçou e me beijou e depois disse: "Tá vendo? A gente nunca daria certo. Você é boa demais para mim."
Por que eu não quis acreditar nele???
To Be Continued...
Depois que eu fui embora pra Nova York, demorou bastante tempo pra eu voltar a falar com o senhor Aécio. Eu estava no Camp e depois eu tinha acabado de chegar em Nova York, tudo era novidade e tals, então eu quase não falava com ele.
Chegou fevereiro de 2009. Ele foi pros EUA, costa Oeste, California e afins. Eu lembro que a partir dessa época a gente começou a conversar mais. Ele me convidou pra encontrá-lo em Vegas e eu me lembro que eu queria de qualquer maneira ir vê-lo do outro lado do país, mas sabia que a loucura era ridícula demais então pedi pro Gustavo me proibir de fazer isso, ameaçar que me expulsaria de casa caso eu lançasse essa loucura.
Depois que ele voltou pro Brasil, eu lembro que a gente conversava bem mais. E a gente marcou de se encontrar quando eu voltasse, coisa que estava programada para acontecer em junho.
Quando eu cheguei no Brasil em junho, não demorou muito para a gente marcar de se encontrar. E eu tava morrendo de medo. Fazia mais de um ano que a gente não se via. Era como se fosse o primeiro encontro mais uma vez. Voltou todo o mesmo nervosismo que eu tive quando o encontrei pela primeira vez depois de ter beijado ele na balada: e se eu não achasse ele bonito? E se ele fedesse? Tinha passado um ano! Meus conceitos tinham mudado! Eu já tinha ficado com o cara mais bonito da minha vida (Tom, o francês), nenhum jamais seria tão bonito igual àquele, então às vezes Aécio fosse bonito pra mim antes e não mais. Mas eu fui com a cara e a coragem encontrá-lo.
Passei na rep dele, que aliás tinha mudado de lugar e demorou um tempinho pra eu encontrar. Chegando lá, um colega dele atendeu e eu fiquei com o estômago na boca até ele aparecer para me receber. Mas assim que ele apareceu com o sorriso gigante no rosto, me pegou pela cintura e me beijou, eu não duvidei de mais nada, tudo estava perfeito, eu faria o que ele quisesse a partir dali.
Esse sempre foi o problema com ele. Uma vez que a gente estava junto, ele podia fazer o que bem entendesse comigo, porque ele tinha um poder sobre mim justamente por causa dessa química horrorosa que a gente tem. Eu nunca me controlei direito com ele e eu sempre quis entender o por que e é lógico que nunca obtive uma resposta.
Bom, depois de lá a gente foi fazer o que a gente tinha pra fazer, ficamos um tempo ainda no quarto e depois eu levei ele pra rep dele.
Depois dessa vez, a gente ainda ficou mais uma antes de eu voltar pra Nova York. Mais uma vez foi um delivery da Karin, mas dessa vez foi numa outra rep onde tava tendo uma festinha e ele estava por lá. Foi ruim porque foi numa vibe de despedida. E porque essa foi a vez que a bandeira vermelha que já estava hasteada, começou a brilhar e ficou mais alta, mas mesmo assim, Fernanda não quis perceber.
Eu estava sentada na cama e ele estava deitado. O assunto de namoro surgiu sabe-se lá Deus como e por que e ele me falou que já tinha namorado 2 vezes e que ambas as vezes ele tinha traído a menina. E, então, ele disse:
"Se eu namorasse você, eu ia te trair em 5 minutos."
"Se eu namorasse você, eu não te trairia nunca." foi o que eu disse em resposta.
Ele me abraçou e me beijou e depois disse: "Tá vendo? A gente nunca daria certo. Você é boa demais para mim."
Por que eu não quis acreditar nele???
To Be Continued...
sábado, 12 de junho de 2010
EXIGENTE?
"Mas como nada nunca é perfeito, penso que a única saída é aproveitar cada momento (independente do estado civil em que você se encontre) e aceitar a realidade como um presente. Porque perfeito mesmo só a imperfeição."
Eu vou continuar a história do último post num outro momento. Estou feliz demais pra ficar lembrando de histórias ruins da minha vida, então vamos para uma história boa.
Pensei em contar a história do que aconteceu quarta-feira porque hoje a gente estava comentando no teatro, eu a Fabi e a Nessa, sobre esse menino mais novo que a Fabi conhece e a gente falou dos meninos mais novos das nossas vidas, e daí eu lembrei do Diego e comentei pra elas que antes desse menino que eu fiquei da ESALQ esses dias que nasceu em 1990 (por favor, sem comentários sobre essa questão), o mais novo que eu tinha ficado era o Diego, que nasceu em 1988.
Diego é modelo. Diego veio na época que eu estava meio doente por causa de Daniel (gente, aparentemente todos os meus "relacionamentos" vieram da época em que eu estava conturbada por causa de Daniel! Parece que eu fiquei conturbada a minha vida inteira por causa dele! No wonder que minha vida amorosa não foi pra frente! Na época que eu realmente tinha uma vida social e conhecia garotos, eu estava doente! Agora que eu estou mais "curada", não conheço quase ninguém novo! Acho que o Dipirona foi o único relacionamento que veio sem nenhuma "interferência" das sobras de Daniel. Mas também não foi nada bom. É, tá bom, eu sou zuada mesmo e estou tentando jogar a culpa no Daniel).Bom, voltando a Diego. Diego é modelo, Diego é bonito, Diego é da minha altura, Diego mentiu sua idade quando ele pediu pra ficar comigo, dizendo que tinha 19 anos. Agora, veja bem. Ele tinha 18! Pra queeeeee mentir 1 ano? Não muda absolutamente NA-DA! Mas ele é uma criança, não é mesmo? Lembrem-se que na visão de uma criança, 1 ano é muita coisa.
Muito bem, por que cargas d'água Fernanda Carolina está contando sobre Diego? Diego veio aqui em casa na quarta-feira.Depois da gente ter ficado na balada a primeira vez, a gente continuou conversando sempre. A gente se viu ainda algumas várias vezes depois de ter ficado a primeira e tals. Mas depois eu perdi contato. Ele começou a trabalhar horrores com eventos e foi morar no Rio uma época e eu fui pra NYC e tals, só que esses dias, um pouco antes de eu vir embora, ele ressurgiu e a gente continuou a se falar.Desde que eu cheguei ele estava tentando marcar da gente se ver, mas sabe quando você tem preguiça? Então ele me ligava umas vezes e eu desligava. Ou outras eu nem atendia. Tadinho, eu sei, mas eu tô numa fase que nada acontece na minha vida, então o mínimo do esforço é muito pra mim e eu fico com preguiça. Eu preciso de um empurrão nessa minha vida, porque tá foda.Anyways... Foi que a gente conseguiu combinar dele vir pra cá antes de ontem depois do trabalho. Questão que ele sai do trabalho tardasso, então ele chegou em casa meia noite.A gente conversou muuuuito tempo no sofá. Umas 3 horas. Por um momento eu achei que a gente só fosse conversar. Não que eu fosse achar ruim, eu gosto de falar com o Diego, por mais que a Flora, que passou 10 minutos do meu lado conversando com ele uma das vezes que ele foi me visitar na época em que eu e a Flora ainda morávamos juntas, tenha achado ele chato pra dedéu. Pra mim, ele me diverte. E agora ele está mais maduro, não é mesmo? Ele não só "modela", ele trabalha de verdade. Mas a gente conversou umas 3 horas antes mesmo de ele me beijar de novo.
E eu acho o Diego muito fofo. Ele é todo bobinho, e ele vive com a história de que a gente devia de casar logo antes que eu fique velha demais e ele perca seu look modeletes. hahahahaha
Enfim, ele dormiu aqui. E eu dormi de verdade dessa vez. Coisa rara eu consegui dormir de verdade na mesma cama com um menino. Eu me sinto meio incomodada, sei lá. Mas com ele a gente dormiu bem. E ele ainda acordou atrasado pro trabalho, ou seja, a gente dormiu forte!Daí ele se arrumou, eu levei ele até a porta, a gente se beijou de despedida e ele foi trabalhar. Olha que bunitinhu!
Eu acho que é isso que eu quero. Não o Diego, necessariamente.O que eu quero é esse tipo de relação, onde eu consiga conversar com um cara por 3 horas diretas sem ele querer pular em cima de mim a cada 15 minutos. Eu quero só beijar por mais 1 hora sem a gente ir adiante no assunto. E eu quero que depois que a gente siga diante no assunto e termine a noite na cama, que eu consiga dormir ao lado dele e perder a hora porque a gente dormiu bem juntos. Eu quero me despedir dele de manhã com um beijo, enquanto eu arrumo o cabelo dele amassado de travesseiro.
Tá vendo? Eu nem sou tão exigente...
Eu vou continuar a história do último post num outro momento. Estou feliz demais pra ficar lembrando de histórias ruins da minha vida, então vamos para uma história boa.
Pensei em contar a história do que aconteceu quarta-feira porque hoje a gente estava comentando no teatro, eu a Fabi e a Nessa, sobre esse menino mais novo que a Fabi conhece e a gente falou dos meninos mais novos das nossas vidas, e daí eu lembrei do Diego e comentei pra elas que antes desse menino que eu fiquei da ESALQ esses dias que nasceu em 1990 (por favor, sem comentários sobre essa questão), o mais novo que eu tinha ficado era o Diego, que nasceu em 1988.
Diego é modelo. Diego veio na época que eu estava meio doente por causa de Daniel (gente, aparentemente todos os meus "relacionamentos" vieram da época em que eu estava conturbada por causa de Daniel! Parece que eu fiquei conturbada a minha vida inteira por causa dele! No wonder que minha vida amorosa não foi pra frente! Na época que eu realmente tinha uma vida social e conhecia garotos, eu estava doente! Agora que eu estou mais "curada", não conheço quase ninguém novo! Acho que o Dipirona foi o único relacionamento que veio sem nenhuma "interferência" das sobras de Daniel. Mas também não foi nada bom. É, tá bom, eu sou zuada mesmo e estou tentando jogar a culpa no Daniel).Bom, voltando a Diego. Diego é modelo, Diego é bonito, Diego é da minha altura, Diego mentiu sua idade quando ele pediu pra ficar comigo, dizendo que tinha 19 anos. Agora, veja bem. Ele tinha 18! Pra queeeeee mentir 1 ano? Não muda absolutamente NA-DA! Mas ele é uma criança, não é mesmo? Lembrem-se que na visão de uma criança, 1 ano é muita coisa.
Muito bem, por que cargas d'água Fernanda Carolina está contando sobre Diego? Diego veio aqui em casa na quarta-feira.Depois da gente ter ficado na balada a primeira vez, a gente continuou conversando sempre. A gente se viu ainda algumas várias vezes depois de ter ficado a primeira e tals. Mas depois eu perdi contato. Ele começou a trabalhar horrores com eventos e foi morar no Rio uma época e eu fui pra NYC e tals, só que esses dias, um pouco antes de eu vir embora, ele ressurgiu e a gente continuou a se falar.Desde que eu cheguei ele estava tentando marcar da gente se ver, mas sabe quando você tem preguiça? Então ele me ligava umas vezes e eu desligava. Ou outras eu nem atendia. Tadinho, eu sei, mas eu tô numa fase que nada acontece na minha vida, então o mínimo do esforço é muito pra mim e eu fico com preguiça. Eu preciso de um empurrão nessa minha vida, porque tá foda.Anyways... Foi que a gente conseguiu combinar dele vir pra cá antes de ontem depois do trabalho. Questão que ele sai do trabalho tardasso, então ele chegou em casa meia noite.A gente conversou muuuuito tempo no sofá. Umas 3 horas. Por um momento eu achei que a gente só fosse conversar. Não que eu fosse achar ruim, eu gosto de falar com o Diego, por mais que a Flora, que passou 10 minutos do meu lado conversando com ele uma das vezes que ele foi me visitar na época em que eu e a Flora ainda morávamos juntas, tenha achado ele chato pra dedéu. Pra mim, ele me diverte. E agora ele está mais maduro, não é mesmo? Ele não só "modela", ele trabalha de verdade. Mas a gente conversou umas 3 horas antes mesmo de ele me beijar de novo.
E eu acho o Diego muito fofo. Ele é todo bobinho, e ele vive com a história de que a gente devia de casar logo antes que eu fique velha demais e ele perca seu look modeletes. hahahahaha
Enfim, ele dormiu aqui. E eu dormi de verdade dessa vez. Coisa rara eu consegui dormir de verdade na mesma cama com um menino. Eu me sinto meio incomodada, sei lá. Mas com ele a gente dormiu bem. E ele ainda acordou atrasado pro trabalho, ou seja, a gente dormiu forte!Daí ele se arrumou, eu levei ele até a porta, a gente se beijou de despedida e ele foi trabalhar. Olha que bunitinhu!
Eu acho que é isso que eu quero. Não o Diego, necessariamente.O que eu quero é esse tipo de relação, onde eu consiga conversar com um cara por 3 horas diretas sem ele querer pular em cima de mim a cada 15 minutos. Eu quero só beijar por mais 1 hora sem a gente ir adiante no assunto. E eu quero que depois que a gente siga diante no assunto e termine a noite na cama, que eu consiga dormir ao lado dele e perder a hora porque a gente dormiu bem juntos. Eu quero me despedir dele de manhã com um beijo, enquanto eu arrumo o cabelo dele amassado de travesseiro.
Tá vendo? Eu nem sou tão exigente...
quinta-feira, 3 de junho de 2010
ALERTA: PERIGO!
"Toda mulher que se preze já se apaixonou por um babaca. A história é quase sempre a mesma, o final também. A gente conhece um cara, ele se mostra doce, maravilhoso e bem resolvido. A gente - encantada - guarda a intuição no fundo da gaveta, veste o melhor decote (e o melhor sorriso) e sai linda, leve e solta para mais um capítulo cheio de frases mal contadas, celular desligado e eventuais sumiços..."
Essa semana foi irônica, pra não dizer coisa pior. Me deu uma dor nos dentes horrorosa do nada no sábado de manhã e como aqui em Piracicaba os dentistas não querem trabalhar de sábado, consegui falar com uma dentista no telefone que me receitou um anti-inflamatório qualquer que eu estivesse acostumada e pra ajudar a melhorar a dor, Dipirona. Passei a semana inteira a base de Dipirona pra tirar a dor. Quão irônico e patético é isso? De fuder... Bom, vamos tentar continuar a história.
Depois que eu vi a foto dele, tentei achá-lo no Orkut. Não foi nada difícil, não é verdade? Não são muitas as pessoas nem com o nome dele nem com o apelido dele dando sopa no Orkut. Ele me adicionou de imediato e de imediato também foi a marcação do nosso encontro. Acho que na semana seguinte a gente já estava se encontrando.
O encontro na verdade foi na república dele. Foi estranhíssimo, porque eu não lembrava de ter ficado com essa pessoa. E se ele fedesse? E se ele tivesse bafo? E se ele não fosse tão alto quanto eu imaginava? E se ele não gostasse de mim quando eu chegasse lá, porque certeza que ele também não lembrava de ter ficado comigo?
E pra deixar tudo mais estranho, quem me levou na república dele foi a Karin. Como se eu fosse um pedido e ela estivesse fazendo um Delivery! Ela me deixou lá e eu lembro dela ainda pedindo pra ele tomar conta de mim. hahahahahaha
Quando eu entrei na rep, tinha uma turminha lá. Não sei se era uma festa, acho que não, porque se fosse, era uma festa miada. Mas a ESALQ tem umas integrações entre reps estranhas, às vezes era alguma dessas que tava rolando.
Bom... Todo o medo que eu tinha antes, sumiu quando eu vi ele. Por mais que ele estivesse de boné pra trás (ninguém merece), ele era... vamos dizer... meu tipo. A gente ficou ali pela casa e tals e depois fomos pro quarto dele.
Essa foi a nossa primeira vez juntos, porque a primeira de fato eu não conto porque nem posso jurar que existiu, então, o que vale é o que aconteceu dessa noite em diante, e tenho que ser super sincera aqui: de todos os meninos da minha lista do iPhone, ele é o melhor sem sombra de dúvidas. A nossa química é uma coisa extraordinária, a pegada dele é uma coisa extraordinária. Foi tudo muito bom. E o problema é que ele sabe que ele é muito bom, então ele também sabe como usar isso a favor dele.
Essa noite eu dormi lá. Não que eu tenha dormido, eu fiquei a noite inteira acordada e quando ele acordou pra ir pra aula, eu fingi que tinha dormido. Mas mesmo assim, foi bom. Bem bom. Ainda mais porque tinha sido ele quem insistiu pra eu dormir lá naquela noite.
Depois desse dia, a gente continuou a se falar pela internet e um pouco antes de eu ir embora, a gente marcou de se ver mais uma vez.
Mais uma vez, lá fui eu pra rep dele (dessa vez sem o serviço de Delivery da Karin) e mais uma vez foi incrível.
Mas nessa noite uma mega bandeira vermelha foi hasteada, mostrando pra quem quisesse ver que ele não valia um copo d'água, mas eu fingi que não tinha reparado no perigo: ele me disse que a primeira vez que a gente ficou, ele ainda namorava, e que ainda por cima, a namorada dele estava na festa que a gente ficou.
To be Continued...
Essa semana foi irônica, pra não dizer coisa pior. Me deu uma dor nos dentes horrorosa do nada no sábado de manhã e como aqui em Piracicaba os dentistas não querem trabalhar de sábado, consegui falar com uma dentista no telefone que me receitou um anti-inflamatório qualquer que eu estivesse acostumada e pra ajudar a melhorar a dor, Dipirona. Passei a semana inteira a base de Dipirona pra tirar a dor. Quão irônico e patético é isso? De fuder... Bom, vamos tentar continuar a história.
Depois que eu vi a foto dele, tentei achá-lo no Orkut. Não foi nada difícil, não é verdade? Não são muitas as pessoas nem com o nome dele nem com o apelido dele dando sopa no Orkut. Ele me adicionou de imediato e de imediato também foi a marcação do nosso encontro. Acho que na semana seguinte a gente já estava se encontrando.
O encontro na verdade foi na república dele. Foi estranhíssimo, porque eu não lembrava de ter ficado com essa pessoa. E se ele fedesse? E se ele tivesse bafo? E se ele não fosse tão alto quanto eu imaginava? E se ele não gostasse de mim quando eu chegasse lá, porque certeza que ele também não lembrava de ter ficado comigo?
E pra deixar tudo mais estranho, quem me levou na república dele foi a Karin. Como se eu fosse um pedido e ela estivesse fazendo um Delivery! Ela me deixou lá e eu lembro dela ainda pedindo pra ele tomar conta de mim. hahahahahaha
Quando eu entrei na rep, tinha uma turminha lá. Não sei se era uma festa, acho que não, porque se fosse, era uma festa miada. Mas a ESALQ tem umas integrações entre reps estranhas, às vezes era alguma dessas que tava rolando.
Bom... Todo o medo que eu tinha antes, sumiu quando eu vi ele. Por mais que ele estivesse de boné pra trás (ninguém merece), ele era... vamos dizer... meu tipo. A gente ficou ali pela casa e tals e depois fomos pro quarto dele.
Essa foi a nossa primeira vez juntos, porque a primeira de fato eu não conto porque nem posso jurar que existiu, então, o que vale é o que aconteceu dessa noite em diante, e tenho que ser super sincera aqui: de todos os meninos da minha lista do iPhone, ele é o melhor sem sombra de dúvidas. A nossa química é uma coisa extraordinária, a pegada dele é uma coisa extraordinária. Foi tudo muito bom. E o problema é que ele sabe que ele é muito bom, então ele também sabe como usar isso a favor dele.
Essa noite eu dormi lá. Não que eu tenha dormido, eu fiquei a noite inteira acordada e quando ele acordou pra ir pra aula, eu fingi que tinha dormido. Mas mesmo assim, foi bom. Bem bom. Ainda mais porque tinha sido ele quem insistiu pra eu dormir lá naquela noite.
Depois desse dia, a gente continuou a se falar pela internet e um pouco antes de eu ir embora, a gente marcou de se ver mais uma vez.
Mais uma vez, lá fui eu pra rep dele (dessa vez sem o serviço de Delivery da Karin) e mais uma vez foi incrível.
Mas nessa noite uma mega bandeira vermelha foi hasteada, mostrando pra quem quisesse ver que ele não valia um copo d'água, mas eu fingi que não tinha reparado no perigo: ele me disse que a primeira vez que a gente ficou, ele ainda namorava, e que ainda por cima, a namorada dele estava na festa que a gente ficou.
To be Continued...
terça-feira, 25 de maio de 2010
A.S.
"Dentre todos os seus amores, a maioria você vai descobrir que amava porque queria que sonhos se realizassem, planos se concretizassem, vendo apenas nessa pessoa a possibilidade de realizá-los, concretizá-los. Às vezes você acha que ama alguém, quando na verdade você ama a história que uniu vocês, e quando ela acaba, quando ela passa, o que acontece? Você vive de passado, se prendendo a ele e a quem fez parte dele. Às vezes ama alguém por vê-lo como uma conquista, como um objeto de valor que todo mundo gostaria de ter, mas que por sorte e por merecimento você tem. Às vezes você nem ama, só deseja (e nem sabe). É difícil, porém, você amar alguém por esse alguém lhe amar. É aquela velha história: "Quem eu quero, não me quer, e quem me quer, eu não quero!" E o por que isso de tudo isso? Porque essa pessoa não lhe ofereceu uma história."
No meu penúltimo post eu comentei que estava escrevendo porque algo tinha acontecido que tinha me deixado arrasada e que escreveria sobre isso assim que estivesse em paz com o que tinha acontecido. Bom, acho que já estou em paz com o que aconteceu. Acredito (e espero eu) que não vou chorar enquanto conto essa história, então... vamos lá.
A maioria das pessoas que me conhecem, sabem que até muito recentemente eu tinha uma paixão inexplicável por um rapaz cujo apelido é o nome de um rémedio (Gente, isso é só pra disfarçar caso ele leia isso, pra não rolar o acidente que rolou com o Caio quando ele leu o post dele, mas alguém realmente acredita que se o cara desse post ler ele não vai saber que isso é sobre ele? Por Deus, só se for muito burro! E ele não é... então seja o que Deus quiser).Ninguém sabe porque eu gostava tanto dele, tirando o fato de que ele era alto (segundo a Karin, ele é gigante, porém essa é uma visão exagerada de uma pessoa que hoje tem a mesma estatura que eu tinha na 3a série).A primeira vez que a gente ficou foi numa balada da ESALQ, 1 mês antes de eu ir embora pra Nova York, ou seja, meados de abril de 2008. Eu acho que estava numa vibe de despedida, é o único motivo que vejo em ter ido a um balada da ESALQ. Se bem que, segundo o que a Karin me contou esses dias e eu obviamente não me lembrava, eu tinha ido a essa balada porque tinha um alvo que estaria lá. Faz beeeem mais sentido do que eu ter resolvido ir a uma balada da ESALQ. Eu realmente não me via, naquela época (hoje é outra história), indo a uma balada dessa sem ter um objetivo claro e devidamente pré-determinado para me manter focada no mar de gente feia que sabia que estaria marcando forte presença na festa.
Bom, a tal da balada tinha 2 problemas, além do mar de gente feia: Ice e gelatina com pinga a vontade. Todo mundo sabe que não suporto gosto de álcool, então bebo Ice que dá uma disfarçada boa nesse gosto. E a gelatina... quem já provou sabe que o gosto do álcool some que é uma beleza também no meio daquilo. Bom, como eu quase nunca bebo, não demorou nada pra que eu estivesse extremamente bêbada.Como eu tinha ido com um alvo claro e esse alvo tinha sido bravamente conquistado por mim, então esse menino do remédio não me importava e eu nem me lembro em que momento a gente ficou. Será que a gente ficou? A gente tem que ter ficado, caso contrário por que eu saberia o nome dele?Eu só sei que no dia seguinte eu acordei e o nome dele foi a primeira coisa que me veio a cabeça quando eu tentei lembrar de algo da balada. Perguntei para a minha irmã, que frequentava baladas esalquianas há mais tempo e com mais frequência do que eu e que também estava na balada comigo na noite anterior, se ela conhecia um menino com esse tal bendito nome e ela disse que sim. Beleza, então aquele nome não era algo que tirei do nada. Então eu provavelmente tinha, em algum momento daquela balada horrorosa, me atracado com ele em meio aquele monte de gente feia que geralmente se reúne nas baladas da ESALQ (olha eu cuspindo no prato que como quase semanalmente! hahahahah).Depois de uns dias, minha irmã me manda uma mensagem com uma foto do AgitoPiracicaba onde esse tal menino com nome de remédio estava em destaque, no meio de dois amigos.Pronto.A partir desse momento, eu não queria mais ninguém na minha vida. Assim que bati o olho naquela foto, eu achei ele a pessoa mais bonita do mundo, coisa que eu não consigo explicar, porque ele tá longe disso! Por que então essa vontade súbita de ter ele pra mim? Só Deus sabe.Talvez porque na foto não era claro que ele não tinha nada a ver comigo? Talvez.Talvez porque na foto não era claro que ele não valia a água que bebia? Talvez.Talvez porque na foto não era claro o tamanho da pinta que ele tinha acima da boca? É bem provável, mas...
Ele era o meu mais novo objetivo.
Lá ia eu para mais uma guerra.
To be Continued...Ele era o meu mais novo objetivo.Lá ia eu para mais uma guerra.
To be Continued...
quinta-feira, 13 de maio de 2010
DAN
"Sofrer dói. Dói e não é pouco. Mas faz um bem danado depois que passa.
Descobri. Ou melhor, aceitei: eu nunca vou esquecer o amor da minha vida. Nunca.Mas agora, com sua licença. Não dá mais para ocupar o mesmo espaço. Meu tempo não se mede em relógios.E a vida lá fora me chama!!"
Descobri. Ou melhor, aceitei: eu nunca vou esquecer o amor da minha vida. Nunca.Mas agora, com sua licença. Não dá mais para ocupar o mesmo espaço. Meu tempo não se mede em relógios.E a vida lá fora me chama!!"
domingo, 9 de maio de 2010
THE END?
"Not all relationships are meant to last forever, even when you are in love. Some love stories are short stories. But they are love stories all the same."
Resolvi bloggar hoje pra ver se me animo. Fatos ocorreram esse fim de semana que me deixaram arrasada. Esses fatos darão outro post, que logo estará sendo postado. Mas primeiro eu preciso chorar o que tenho que chorar pra quando eu resolver sentar e escrever sobre isso, não doer tanto. Vamos ver se isso ajuda.
Bom, último capítulo da saga "Daniel". Até que deu pra enrolar, né? Rendeu alguns capitulozinhos... Esse final não tem taaanta coisa assim pra contar, já que é só sobre o que aconteceu depois dos únicos 3 dias que a gente passou juntos. Como não aconteceu muito depois, dá pra resumir tudo em um post só.Então vamos começar o final da história.
Depois que cheguei em São Paulo e li o e-mail que ele tinha me mandado enquanto estava na estrada, até parece que eu não me apaixonei mais ainda, né?A gente até que se falou depois de ter se visto, mas jamais no tanto que eu gostaria. Ele deu uma bela duma sumida do MSN, os scraps ele não mandava mais com tanta frequência, mensagem de texto no celular ele também respondia pouco. Quando eu resolvia ligar, ele não atendia muitas das vezes.
Daí veio o inferno do Carnaval. Eu fui pra Diamantina com a Karin. Ele foi pra Irerê com João e outros amigos dele.Quem disse que eu consegui me divertir direito em Diamantina? Não contando só o fato de que eu e a Karin nos metemos numa casa semi-construída, que era looooonge pra caraaaaalho do centro da cidade, que aquele cidade era cheia de subida que era uma desgraça etc e tals, tinha o fato de que não conseguia tirar Daniel da minha cabeça. Tudo bem que deu pra se divertir bastantinho, fiquei com uma galerinha, conheci os Pinos nessa viagem (aiai... os Pinos... foi até uma época boa da minha vida os Pinos hahahaha), beijei o Gustavo, o menino mais bonito que fiquei na minha vida antes do Tom (francês que fiquei em NYC)... Mas podia ter sido melhor se não tivesse Daniel na cabeça.
A gente se conversou bem pouco também depois do Carnaval. E o último scrap que tenho registrado é do dia 20/03.
Mas eu me lembro do último telefonema que tivemos. Agora não lembro se foi antes ou depois desse scrap, mas pelo que tudo indica, foi depois. O que foi conversado meio que não deixou um gancho para futuras conversas. E eu acho que a desculpa que ele deu foi meio furada, mas...
Eu liguei pra ele, toda doente do jeito que estava, umas 17 vezes seguida. Na 18a, ele me atendeu. Eu nem lembro o rumo da conversa, mas eu lembro que eu estava querendo marcar de eu ir visitá-lo algum outro dia, se ele não pudesse vir pra São Paulo. O que eu não acreditei ser verdade foi o que ele disse a seguir: "Eu não acho isso uma boa idéia. Porque eu me conheço e eu sei que se eu te ver mais uma vez, e depois mais uma e mais outra, eu vou me apaixonar, eu me conheço. E eu não queria me apaixonar por uma garota que mora em outro estado, que eu nunca sei quando vou poder ver ou não. Eu não quero me machucar. Então não queria dar esperança a algo que nunca daria certo."Não me pergunte o que eu respondi depois disso. Nem lembro se fui capaz de dizer algo entre os soluços e lágrimas, mas o que eu disse não interessa, obviamente, já que depois disso nunca mais a gente se conversou.
Lá por abril/maio acho que foi (foi muito pouco tempo depois da nossa última conversa), ele começou a namorar uma menina que era amiga da namorada de João na época. Essa é a menina com a qual ele se casou uma semana atrás.
Depois de muito tempo, tipo, Outubro, depois que já estava na terapia e tals, minha analista sugeriu que eu entrasse em contato com ele, porque eu achava que ele me odiava absurdamente porque eu ter sido a louca varrida que era na época. Mandei um e-mail pra ele esperando jamais uma resposta. Perguntava só se ele estava bem e coisa e tal, bem formal. Ele me respondeu, menina! E foi até simpático. Queria saber se eu continuava com meus TOCs, o que eu andava fazendo, coisa e tal. Mas depois mais nada, foi só isso mesmo.
Eu tentei meio que move on. E não vou falar que consegui move on tão fácil assim. Demorou um tempão e muitas burradas que fiz tentando me vingar dele e muita terapia para isso acontecer. Hoje eu consigo lembrar do assunto sem me machucar. Consigo entender também o lado dele. Consigo ver mais como uma história que estou contando. Às vezes nem parece que isso tudo aconteceu comigo. Talvez porque eu era uma pessoa completamente diferente na época, talvez porque o tempo cura tudo, talvez porque tenha sido uma história tão fantástica e muitas vezes absurda... Sabe-se lá Deus porque motivo não parece real.Mas hoje agradeço por ter tido Daniel. Por mais que tenha sofrido horrores, eu tive o que eu queria. Fora que eu adoro um drama na minha vida, talvez se não tivesse sido tão dramático não teria tido tanta importância pra mim. Parece até que pus um drama propositalmente. hehehe
Depois dessa história, toda vez que vou pro Rio de Janeiro, fico desejando encontrá-lo no meio da rua, só pra ver o que acontece. Se a gente se reconhece, se a gente se conversa, quem puxa papo primeiro, se eu conseguiria agir naturalmente, se minha barriga ia se remoer toda, se meu coração ia ficar apertadinho, se ele ia estar com a mulher... Quem sabe algum dia isso acontece... Quem sabe...
True love stories never have endings.
domingo, 2 de maio de 2010
SEM ARREPENDIMENTOS
"The problem with true love is that it has to be on both sides. That's what makes it so difficult. Like he might have been my true love, but maybe I wasn't his true love." (Do filme 'Paperheart')
Ontem Karin passou aqui para tomarmos café e conversarmos, como de costume. Essa é uma das partes boas de se estar de volta ao Brasil. Sentamos e conversamos sobre a vida. Que saudades!Conversando sobre a vida, me lembrei que sexta, antes de ontem, o dia que voei de volta ao Brasil, também foi o dia do casamento de Daniel. Sim, Daniel casou antes de ontem. Tenho certeza que a minha analista teria uma explicação do porque meu inconsciente resolveu voltar para o Brasil na mesma data que Daniel estava casando com a mulher dos sonhos dele, mas não quero entrar nesses méritos agora. E tenho certeza que vocês também não. Só quero continuar a minha história. E tenho certeza que vocês também querem que eu faça exatamente isso.
Optei pela segunda opção: ficaria ali em Niterói com Daniel até domingo, o dia que tínhamos combinado. Eu sei que não era o ideal depois dos acontecimentos, mas para mim eu não ia conseguir abandonar a loucura. Por mais que saber o que ele realmente sentia tinha me machucado, por algum motivo me machucava mais a idéia de sair de lá sem ter tentado. Tentado o que exatamente eu não sei. Mas eu queria estar do lado dele. O máximo que pudesse. E lá eu fiquei.
Não me arrependo de ter ficado. Por mais que Daniel não fosse apaixonado por mim como eu tinha sonhado que ele seria, pelo menos ele estava do meu lado e ele estava me fazendo bem.
A situação é toda muito complicada. Por exemplo: por que foi tão ruim ele ter me contado que ele não gostava de mim do jeito que eu gostava dele? Porque na verdade, o que aconteceu foi que eu supus que ele gostava de mim do jeito que eu gostava dele pelos atos dele, mas ele nunca disse que era apaixonado por mim. Então o que ele realmente fez de errado, gente? Ele não gostou de mim do jeito que eu esperava que ele gostasse? Então todos os homens que eu já estivesse e alimentei qualquer paixonite estão errados também! Eu não poderia exigir dele gostar de mim como eu gostava dele.Eu estava conversando por cima sobre isso com a Karin ontem e a gente chegou a uma conclusão que está muito certa: Não tinha como eu saber que ele estava brincando do mesmo jeito que não tinha como ele saber que eu estava sendo verdadeira.A história toda foi um belo erro de interpretação de ambas as partes. Não era só ele que estava errado, nós dois estávamos errados. Pelo menos ele foi homem o suficiente pra dizer na minha cara que ele não gostava de mim do jeito que eu imaginava. E eu fui mulher o suficiente pra que comigo era o contrário, eu gostava dele do jeito que ele não imaginava.
Eu resolvi deixar isso de lado. Essa informação. Esse serviço público que ele prestou. E resolvi curtir as poucas horas que tinha sobrando ao lado dele. E fico extramamente feliz em pensar sobre isso hoje, pois sei que fiz o certo em ter ficado. A gente se divertiu bastante o resto do sábado. Acordar mais um dia ao lado dele também foi extremamente especial. Tomar café juntos mais um dia também. A gente foi almoçar fora um pouco antes de eu pegar o busão. Ia voltar de busão porque não tinha mais vôo barato e mesmo porque agora eu não tinha pressa em voltar pra casa. A minha pressa era chegar lá, não voltar de lá.
A gente chegou na rodoviária um pouco antes pra ter certeza de que ia conseguir comprar passar pras 16h30 e depois ficamos lá só matando tempo. Eu me lembro muito bem também a gente se divertindo igual bobos na rodoviária por muito tempo. E eu lembro que queria tanto que aquele ônibus não chegasse. Por tamanha que tenha sido a decepção, tamanha também era a felicidade que estava sentindo. Sentimento de dever cumprido. Por mais que o meu primeiro não tenha sido completamente apaixonado por mim, eu tinha me apaixonado completamente por ele. E ele era, sim, um garoto incrível, extremamente inteligente, engraçado, e eu tinha certeza, beijando ele na frente daquele ônibus e depois sentada na minha poltrona e vendo ele do lado de fora da janelinha, que eu tinha feito a escolha certa. Ele era especial sim. E como a frase do começo do post mais ou menos diz: eu posso não ter sido o amor da vida dele, mas ele foi o meu. E e isso que me importa.
Quando cheguei em casa no dia seguinte, tinha um e-mail dele na minha caixa de entrada. Não preciso dizer como meu coração ficou apertadinho quando vi, né? O e-mail completo está aqui:
De: Daniel
Enviada: domingo, 12 de fevereiro de 2006 23:02:56
Para: fernanda_rtv2002@hotmail.com
Assunto: oi lindinha!
faz pouco tempo q vc foi embora...e jah to com saudades de vc
nao!!nao faz essa kra q eu sei q vc tah fazendo e q eh igualzinha
akela q vc fazia aki qnd eu dizia isso
to sentindo saudades msm... =/
conversar ctg ao vivo eh ainda melhor do q falar pelo msn
beijar vc eh mto bom
morder vc eh mto bom
sentir seu cheiro eh mto bom
dormir com vc eh bom d+
adorei finalmente te conhecer e odiei q tenha sido por tao pouco
tempo, e numa hora q eu estava enroladao com um monte de coisas
aki em casa.....mas msm assim, gostei mto mto do tempo q passei ctg
de novo to pedindo desculpas por nao ter acreditado em vc qnd
dizia akelas coisas antes...to me sentindo um babacao por isso
mas tudo o q eu falava pra vc ainda vale, adoro-te! :D
(meus emails, assim como o celular, nao tem censura)
to cheio de dor de cabeca e por isso as palavras nao tao fluindo
mto....vou ver se durmo cedo hj
de qq modo, quero demais fala ctg...amanha
depois
quarta
quinta
sexta
no fds tb...and so on
eu sei q sou do mes de janeiro e vc jah me quebrou um galho falando
cmg ate fevereiro....mas to pedindo humildemente prorrogacao de
prazo por tempo indeterminado pq nao vai dah pra eskecer vc nao.....
bjo fezinha!
Tá. O que você entende quando lê esse e-mail? Que pelo menos continuar a se falar a gente vai, né? Porém as coisas não foram tão simples assim... Grande novidade!
To be continued...
Tá. O que você entende quando lê esse e-mail? Que pelo menos continuar a se falar a gente vai, né? Porém as coisas não foram tão simples assim... Grande novidade!
To be continued...
To be continued...
To be continued...
To be continued...
To be continued...
Ontem Karin passou aqui para tomarmos café e conversarmos, como de costume. Essa é uma das partes boas de se estar de volta ao Brasil. Sentamos e conversamos sobre a vida. Que saudades!Conversando sobre a vida, me lembrei que sexta, antes de ontem, o dia que voei de volta ao Brasil, também foi o dia do casamento de Daniel. Sim, Daniel casou antes de ontem. Tenho certeza que a minha analista teria uma explicação do porque meu inconsciente resolveu voltar para o Brasil na mesma data que Daniel estava casando com a mulher dos sonhos dele, mas não quero entrar nesses méritos agora. E tenho certeza que vocês também não. Só quero continuar a minha história. E tenho certeza que vocês também querem que eu faça exatamente isso.
Optei pela segunda opção: ficaria ali em Niterói com Daniel até domingo, o dia que tínhamos combinado. Eu sei que não era o ideal depois dos acontecimentos, mas para mim eu não ia conseguir abandonar a loucura. Por mais que saber o que ele realmente sentia tinha me machucado, por algum motivo me machucava mais a idéia de sair de lá sem ter tentado. Tentado o que exatamente eu não sei. Mas eu queria estar do lado dele. O máximo que pudesse. E lá eu fiquei.
Não me arrependo de ter ficado. Por mais que Daniel não fosse apaixonado por mim como eu tinha sonhado que ele seria, pelo menos ele estava do meu lado e ele estava me fazendo bem.
A situação é toda muito complicada. Por exemplo: por que foi tão ruim ele ter me contado que ele não gostava de mim do jeito que eu gostava dele? Porque na verdade, o que aconteceu foi que eu supus que ele gostava de mim do jeito que eu gostava dele pelos atos dele, mas ele nunca disse que era apaixonado por mim. Então o que ele realmente fez de errado, gente? Ele não gostou de mim do jeito que eu esperava que ele gostasse? Então todos os homens que eu já estivesse e alimentei qualquer paixonite estão errados também! Eu não poderia exigir dele gostar de mim como eu gostava dele.Eu estava conversando por cima sobre isso com a Karin ontem e a gente chegou a uma conclusão que está muito certa: Não tinha como eu saber que ele estava brincando do mesmo jeito que não tinha como ele saber que eu estava sendo verdadeira.A história toda foi um belo erro de interpretação de ambas as partes. Não era só ele que estava errado, nós dois estávamos errados. Pelo menos ele foi homem o suficiente pra dizer na minha cara que ele não gostava de mim do jeito que eu imaginava. E eu fui mulher o suficiente pra que comigo era o contrário, eu gostava dele do jeito que ele não imaginava.
Eu resolvi deixar isso de lado. Essa informação. Esse serviço público que ele prestou. E resolvi curtir as poucas horas que tinha sobrando ao lado dele. E fico extramamente feliz em pensar sobre isso hoje, pois sei que fiz o certo em ter ficado. A gente se divertiu bastante o resto do sábado. Acordar mais um dia ao lado dele também foi extremamente especial. Tomar café juntos mais um dia também. A gente foi almoçar fora um pouco antes de eu pegar o busão. Ia voltar de busão porque não tinha mais vôo barato e mesmo porque agora eu não tinha pressa em voltar pra casa. A minha pressa era chegar lá, não voltar de lá.
A gente chegou na rodoviária um pouco antes pra ter certeza de que ia conseguir comprar passar pras 16h30 e depois ficamos lá só matando tempo. Eu me lembro muito bem também a gente se divertindo igual bobos na rodoviária por muito tempo. E eu lembro que queria tanto que aquele ônibus não chegasse. Por tamanha que tenha sido a decepção, tamanha também era a felicidade que estava sentindo. Sentimento de dever cumprido. Por mais que o meu primeiro não tenha sido completamente apaixonado por mim, eu tinha me apaixonado completamente por ele. E ele era, sim, um garoto incrível, extremamente inteligente, engraçado, e eu tinha certeza, beijando ele na frente daquele ônibus e depois sentada na minha poltrona e vendo ele do lado de fora da janelinha, que eu tinha feito a escolha certa. Ele era especial sim. E como a frase do começo do post mais ou menos diz: eu posso não ter sido o amor da vida dele, mas ele foi o meu. E e isso que me importa.
Quando cheguei em casa no dia seguinte, tinha um e-mail dele na minha caixa de entrada. Não preciso dizer como meu coração ficou apertadinho quando vi, né? O e-mail completo está aqui:
De: Daniel
Enviada: domingo, 12 de fevereiro de 2006 23:02:56
Para: fernanda_rtv2002@hotmail.com
Assunto: oi lindinha!
faz pouco tempo q vc foi embora...e jah to com saudades de vc
nao!!nao faz essa kra q eu sei q vc tah fazendo e q eh igualzinha
akela q vc fazia aki qnd eu dizia isso
to sentindo saudades msm... =/
conversar ctg ao vivo eh ainda melhor do q falar pelo msn
beijar vc eh mto bom
morder vc eh mto bom
sentir seu cheiro eh mto bom
dormir com vc eh bom d+
adorei finalmente te conhecer e odiei q tenha sido por tao pouco
tempo, e numa hora q eu estava enroladao com um monte de coisas
aki em casa.....mas msm assim, gostei mto mto do tempo q passei ctg
de novo to pedindo desculpas por nao ter acreditado em vc qnd
dizia akelas coisas antes...to me sentindo um babacao por isso
mas tudo o q eu falava pra vc ainda vale, adoro-te! :D
(meus emails, assim como o celular, nao tem censura)
to cheio de dor de cabeca e por isso as palavras nao tao fluindo
mto....vou ver se durmo cedo hj
de qq modo, quero demais fala ctg...amanha
depois
quarta
quinta
sexta
no fds tb...and so on
eu sei q sou do mes de janeiro e vc jah me quebrou um galho falando
cmg ate fevereiro....mas to pedindo humildemente prorrogacao de
prazo por tempo indeterminado pq nao vai dah pra eskecer vc nao.....
bjo fezinha!
Tá. O que você entende quando lê esse e-mail? Que pelo menos continuar a se falar a gente vai, né? Porém as coisas não foram tão simples assim... Grande novidade!
To be continued...
Tá. O que você entende quando lê esse e-mail? Que pelo menos continuar a se falar a gente vai, né? Porém as coisas não foram tão simples assim... Grande novidade!
To be continued...
To be continued...
To be continued...
To be continued...
To be continued...
quinta-feira, 15 de abril de 2010
AMOR, SUBLIME AMOR
"When love comes so strong, There is no right or wrong, Your love is your life." (West Side Story)
Hoje fui ver West Side Story na Broadway. Já tinha visto 2 vezes em DVD e me debulhado em lágrimas ambas.
Mas na Broadway não tem como, né? É outra experiência, as personagens estão ali com você, você se sente bem mais parte da história.
Para quem não sabe nada sobre West Side Story (ou 'Amor, Sublime Amor' se preferir), é a história de 2 gangues, os Jets (americanos) e os Sharks (Porto Riquenhos), que moram no West Side em NYC na época em que o pessoal de Porto Rico começa a vir pros Estados Unidos morar aqui. E nessa 'guerra', Maria, irmã do líder da gangue dos Sharks, conhece Tony, ex-líder da gangue dos Jets, e eles se apaixonam perdidamente, como não poderia deixar de ser em uma história que foi traduzida como 'Amor, Sublime Amor'.
Não preciso dizer que é um dos meus clássicos favoritos, não só assisti mais de 1 vez como desde que estreiou aqui na Broadway ano passado estava tentando ir. A história é ótima e o final é de matar, então vale muito a pena.
Mas lógico que pra mim tem toda uma outra pegada. A questão é que Tony e Maria se conhecem em uma noite e na mesma noite eles já estão perdidamente apaixonados e como são de gangues diferentes e tem todo aquele conflito, eles vão fugir pra casar. A história só é contada sobre as 24 horas que passa depois que eles se conhecem no baile, o que torna tudo mais fascinante pra mim. Eles se conhecem, se beijam (na Broadway, no filme não), trocam juras de amor eterno, vão fugir pra casar, acontece os rolos que tem que acontecer e a história toda se passou em apenas 24 horas!!! E por mais que você não entenda como pode alguém se apaixonar tanto por alguém em questão de horas (eu mega entendo, by the way), não tem como você não acreditar que o Tony realmente é perdidamente apaixonado por Maria e Maria é louca por ele também!
Lá estava eu, me debulhando em lágrimas na Broadway, querendo desesperadamente (mais uma vez, assim como quis as outras vezes que vi em DVD) um amor desse pra mim! Sim, eu me apaixono fácil, sim, eu me apaixono forte, mas eu quero ter alguém que também se apaixone rápido e intensamente por mim!
Eu quero um amor desses, onde os dois movem mundos e fundos para estarem sempre juntos sem pestanejar! Eu quero que no nosso primeiro beijo ele me erga e me rode nas alturas! Eu quero voltar pra casa depois do nosso primeiro beijo cantando! Eu quero que ele peça pra eu fugir com ele horas mais tarde! Eu quero planejar nosso casamento instantes depois! Eu quero esperar ele em casa depois do trabalho pra gente correr juntos pra nunca mais voltar! Eu quero essa loucura! Eu quero ser boba assim!
Se a Maria pode, por que eu não posso?
:õ(
quarta-feira, 14 de abril de 2010
A-MI-ZA-DE!
"Depth of friendship does not depend on length of acquaintance."
Eu sei que eu tenho que continuar a história de Daniel, mas ultimamente as coisas estão corridas.
Tenho só mais 15 dias em NYC antes de voltar pro Brasil, então tô aproveitando ao máximo o que falta eu ver e/ou comprar.
2 semanas atrás, a Paola, uma menina que estudou no CLQ comigo no 2o e 3o colegial, veio passar um mês aqui fazendo um curso na Columbia. Ela era de outra classe, a gente nunca teve muito contato, mas ela é de Limeira e o Antonio ficou sabendo que ela precisava de ajuda aqui em NYC e passou meu contato. Ela ficou uns dias aqui até arranjar um apê pra ela passar o mês.
Juro, às vezes eu acho incrível como meus pedidos se tornam realidade. Dia desses eu estava extremamente triste, me sentindo completamente sozinha nessa cidade. Não tenho amigos aqui, todo mundo sabe que esse é o maior motivo de eu estar voltando pro Brasil. Mesmo quem eu achava que era amigo, essa semana eu tomei um belo de um tapa na cara e percebi novamente, e dessa vez de verdade mesmo, que a amizade que eu achava que existia é exclusivamente unilateral e cansei de gastar minha energia numa coisa dessa e desencanei. Já fui besta muito tempo da minha vida.
Então estou muito carente de amigos. Nada é melhor do que chegar em Piracicaba e saber que se eu quiser conversar ou simplesmente sair de casa, é só eu mandar uma mensagem de texto pra Karin que em 10 minutos ela tá me buscando em casa pra gente ir pro Fran's Café que seja 2 da tarde ou 3 da manhã. Ou então botar o pé em São Paulo e marcar com o Trio Ternura (Fabi, Vanessa e Renato) de tomar Frozen Nutela no América.
Eu morro de saudades disso. De amigos. De sentar e não precisar conversar se eu não quiser. Ou de falar nada com nada. Ou só falar bobagem e rir o tempo todo. Ou chorar, se precisar. É aquele sentimento bom que não se explica, só entende quem tem.
E tava tão triste esses dias, achando que ia passar meu último mês aqui sozinha, meio na deprê, mas eis que surge em minha vida a Paola. Acho que o desejo de eu querer uma Karin e um Trio Ternura comigo no meu último mês era tão grande, que a minha amizade com a Paola cresceu em 3 dias com tamanha intensidade que eu nem sei explicar. É mais forte que a amizade que tenho com muita gente que conheço há anos.
Além de dar os louros a ela por ser uma pessoa incrível, a nossa amizade foi fundo porque eu meio que me joguei por inteira nessa relação. Dei a ela toda a minha atenção e carinho, porque eu estava realmente carente de amizade.
E o mais incrível é que eu sinto que ela sente o mesmo comigo. Acho que a vontade que ela tinha de encontrar alguém que realmente fosse ajudá-la nessa etapa da vida dela e não ficar sozinha por aqui também era grande, então acho que ela também se jogou 100% nessa nossa amizade. Ela já me agradeceu tantas vezes por coisas bobas que eu fiz, sabe? Já me chamou até de anjinho. Que linda ela!
Já trocamos histórias sobre nossos maiores segredos, maiores medos, maiores vontades, maiores pudores, maiores sonhos... Tudinho. Parece que somos amigas há anos.
Fora o sucesso que nós duas fazemos na balada! E só ela pra me fazer votar trêbada!
Eu já acordo com outro ânimo esses dias, porque agora sei que tenho uma amiga de verdade comigo, que está afim de ir comigo desde de uma balada mega forte até tomar frozen yogurt e sentar pra conversar.
Eu realmente acho que se eu tivesse tido ela por aqui por mais tempo e há um tempo atrás, eu não teria desistido tão fácil de NYC. Mas Deus sabe o que faz e é melhor agradecer por ter tido um mês com ela aqui do que lamentar de não ter acontecido. E o mais incrível é que a gente tá indo até embora de NYC na mesma data!
Eu acho fantástico esses acontecimentos da vida. E essa amizade é algo que foi claramente acidental e que eu sinto que vai ser realmente pra sempre.
Uma amizade sem fim! No sentido mega literal da expressão.
quinta-feira, 1 de abril de 2010
A BOMBA
"I think there's a difference between loving the idea of someone and actually loving who they really are."
Bom, têm pessoas meio putas que eu não acabo a história, né? É que eu tento não deixar os posts muito longos e também porque eu demoro em torno de 2 horas pra escrever um post, porque tento deixar ele bonitinho e lembrar todos os detalhes também toma tempo, às vezes eu volto pros meus scraps, e-mails, e tals, então me cansa. Mas prometo que está chegando ao fim. Pelo menos a fase do nosso fim de semana juntos. hehehe
E eu não sabia que meu irmão lia isso aqui! Fiquei morrendo de vergonha! Agora vou me policiar mais no que digo.
Mas vamos a continuação da minha historinha...
"A gente precisa conversar." ele disse, ao voltar pra cama depois de ter acendido a luz. Eu estava deitada, ele sentou do meu lado.
Como eu concordava que sim, a gente precisava conversar, não falei nada, esperei ele continuar. E foi na continuação dessa conversa que eu realmente me machuquei.
Daniel disse que ele sentia, com tudo o que tinha acontecido de sexta para sábado, que eu realmente estava falando sério quando dizia pra ele online, pelo telefone, por mensagens de texto, e-mail e coisa e tal, que eu adorava ele. Antes da gente se conhecer, ele achava que na verdade eu estava brincando, que eu não estava sendo sincera, que o que eu queria era só um casinho com ele, mas que quando a gente se encontrou pessoalmente, ele percebeu que eu realmente gostava dele.
Eu não estava entendendo porque ele estava falando aquilo pra mim. É lógico que eu estava falando sério quando dizia qualquer coisa pra ele, disse. Disse também que se eu quisesse um casinho, se eu quisesse só mais um, eu poderia ter poupado não só as várias ligações interurbanas, como também as horas que gastei conversando com ele online e ter economizado uma viagem até o Rio de Janeiro, porque qualquer um eu arranjo em qualquer lugar, mas eu tinha sentido que com ele tinha rolado algo além disso, que a gente tinha se dado super bem, que a gente se deu bem antes mesmo de ter se conhecido e que sim, tudo o que dizia era verdadeiro.
E ele me solta: "Bom, eu não."
"Você não o que?" perguntei desentendida e toda ingênua.
"Eu não tava falando sério quando dizia que gostava de você."
Juro, meu mundo caiu naquele exato momento. Por mais que eu soubesse que meu sonho com Daniel de namorar, noivar, casar, ter filhos não fosse acontecer, sonho é sonho, a gente sempre espera que pelo menos uma parte do sonho se realize. Mas naquele momento, tudo caiu. Tanto meus sonhos, como meu mundo, como meu chão. Se ele estava mentindo pra mim desde de sempre, então por que cargas d'água eu estava ali??? Por que ele tinha falado comigo todo santo dia por 2 meses se ele estava apenas 'brincando'????? Por que ele tinha deixado eu ir encontrar com ele se ele estava apenas brincando????? Por que ele não brincou com alguém da própria cidade dele?????? Pra que fazer eu perdeu meu tempo e me iludir daquela maneira?????
Essas perguntas estavam brotando na minha cabeça e como eu estava extremamente puta e triste, eu não consegui não perguntar tudo o que eu estava pensando. Eu perguntei tudo aquilo pra ele e também por que ele tinha deixado chegar nesse ponto? E por que a gente estava fazendo aquilo então se era tudo uma brincadeira pra ele?
A resposta dele não podia ter sido mais ridícula: "Eu achava que você estava brincando também."
JURO! COMO ASSIM?
Perguntei pra ele se ele achava que eu seria tão ruim a ponto de fazer uma coisa dessas, de enganar alguém tão maldosamente, se ele achava que eu era uma puta, que eu fazia isso direto, que eu vivia de enganar meninos, mentir sobre sentimento.
Ele disse que não achava que eu fazia isso sempre, mas achou que com ele tinha sido isso, que não acreditava que eu tinha desenvolvido sentimentos por ele em tão pouco tempo e sem ao menos conhecê-lo pessoalmente. Mas que quando a gente se conheceu ao vivo e aconteceu tudo o que aconteceu e ele foi descobrindo coisas sobre mim que ele não sabia e que foi vendo a maneira que eu tratava ele, ele percebeu que tinha sido babaca em ter pensado que eu era como ele, que estava mentindo. E ele não achava certo continuar qualquer coisa que a gente estivesse tendo naquele fim de semana sem antes eu saber o que ele sentia de verdade.
QUÃO NOBRE DA PARTE DELE!!! Ele já tinha me enganado todo esse tempo, mas se ele estava me contando a verdade agora então tudo bem, eu tinha que perdoar ele agora, porque ele não queria mais me enganar. Queria jogar limpo dali pra frente.
Eu não sou uma pessoa orgulhosa. Orgulho pra mim não leva ninguém a lugar nenhum, então sim, lá estava eu, me debulhando em lágrimas na frente dele, ao mesmo tempo em que tentava pensar em algo pra dizer. Nenhum filme hollywoodiano tinha me ensinado o que fazer/dizer numa situação dessa.
Ele continuou pedindo encarecidamente desculpas por achar que eu era como ele, que ele tinha sido um completo babaca.
Foi aí que ele veio me contar a história da namorada dele. Pra tentar me explicar o por que da atitude dele. Que ele não era um canalha não, que ele tinha sim motivo pra ter feito o que fez.
Ele namorou uma menina por um tempo. Ele era completamente apaixonado por ela, ela era a primeira namorada da vida dele, ele fazia tudo por ela e blá blá blá. Depois de um tempo ele descobriu que a menina tava traindo ele, alguém contou pra ele e ele foi confrontá-la. E ela disse que não, as pessoas estavam mentindo, estavam querendo acabar com o relacionamento deles e tal. E ele acreditou. Ele cortou relações com um monte de amigos que vinham dizer que ela não prestava, não acreditava nos amigos, acreditava no que a namorada estava dizendo. Ele realmente achou que as pessoas estavam inventando coisas pra acabar com o relacionamento dos dois.
Depois de um tempo, não lembro agora como foi certinho, se alguém deu a dica pra ele ou se ele estava suspeitando de algo e acabou indo atrás, mas ele viu a namorada dele com um outro menino, que acho que era o ex dela, na verdade. Ele entrou numa crise nervosa horrorosa, desenvolveu úlcera nervosa, algo bem sério assim, perdeu prova, teve que pedir pra professor deixar ele fazer a prova de novo pra não pegar DP, uma história cabulosa assim. E o fim desse namoro tinha acontecido menos de um mês antes de eu apareceu no MSN dele. Então que na época que a gente se conheceu, ele não tava mais acreditando em mulher nenhuma, estava completamente desiludido, não queria ter nada sério com ninguém, porque a única vez que ele se entregou, ele se machucou horrorosamente. E então eu apareci. E pra ele tava sendo bom brincar comigo, porque ele 'sabia' que não era nada sério e ele estava tentando esquecer a crise que teve com a ex-namorada.
O quanto dessa história é verdade a gente nunca vai saber. A única coisa que eu sei é que ele realmente tinha uma namorada pouco antes de me 'conhecer'. Eu lembro que logo nos primeiros dias que a gente começou a se falar, eu chequei as comunidades dele e tinha comunidades sobre namorada, aquelas tipo 'minha namorada é...', sabe? E eu cheguei a perguntar isso pra ele no MSN logo no início e ele me contou que tinha terminado um namoro muito recentemente e tinha até esquecido que ainda estava naquelas comunidades.
Por mais que ele tivesse sido um filho da mãe comigo, não acredito que ele teria inventado uma história dessa do nada. Mas sei lá, às vezes sou eu querendo tampar o sol com a peneira.
Demorou um tempo pra eu poder considerar as opções que eu tinha depois da bomba que ele me soltou: eu podia ou pegar minhas coisas e voltar pra São Paulo naquela mesma noite ou eu podia desconsiderar tudo aquilo que ele tinha me falado e fingir que nada daquilo importava.
Na primeira opção, eu voltava pra casa completamente arrasada por ter corrido atrás de Daniel, o tal príncipe encantado que eu tinha idealizado e que se tornou o completo oposto. Com essa opção, eu também teria tido apenas uma noite com ele, bem menos do que eu imaginava que teria, e essa opção não faria ele mudar de idéia em relação aos 'sentimentos' dele por mim.
Na segunda opção, eu continuaria a sentir o que eu estava sentindo, independente do que ele tivesse me falado, mesmo porque os meus sentimentos por ele não iriam mudar nos próximos minutos só porque ele destruiu tudo o que tinha imaginado, infelizmente não é assim que meu coração funciona, eu me apaixono e pra eu me desapaixonar vai tempo. Mas com essa segunda opção eu teria mais tempo com ele e aproveitaria ao máximo o que quer que acontecesse dali pra frente. Fora que dava pra ver que ele estava arrependido pelo que tinha pensado de mim e iria poder aproveitar desse arrependimento dele a meu favor e lógico, como toda mulher inocente, tentar fazer ele mudar de idéia em relação a mim.
Meu lado escorpiano, vingativo e que não aceita perder, falou mais alto e eu decidi ir pela segunda opção.
Que burra, maluco!!!
To Be Continued...
quarta-feira, 17 de março de 2010
DISTANTES
"Why does distance make us wise?" (Do Musical 'Rent')
Acho que escrever esse blog foi uma das melhores decisões que eu já tomei. Eu sei que tem 3 amigas minhas que lêem de vez em quando e eu acho isso o máximo, ter amigas que se importam comigo a ponto de perderem seus preciosos minutos lendo sobre a minha vida sem graça. Mas o que mais me deixa feliz com a decisão de ter começado isso aqui é que escrevendo sobre as coisas com Daniel, analiso muito mais distante os acontecimentos e muitas coisas são mais claras de se ver. Eu entendo mais. Mesmo contando a minha história, não tem como não tentar ver a história do lado dele e eu consigo entender muito mais agora o por quê das coisas.
Exemplo: Eu quis que ele fosse meu primeiro e assim foi. Eu nunca perguntei se ele queria ser o meu primeiro e se ele estava preparado para ser o primeiro de alguém.
Disse pra mim mesma que o meu primeiro não teria tanta importância por causa do tempo que demorou pra acontecer. Disse pra mim mesma e pra Daniel que eu não ia por peso nenhum nele porque ele tinha sido o primeiro, que ele não precisava se preocupar. Mas louca do jeito que eu era, era lógico que eu iria pressionar o coitado do rapaz. E
ele não tinha pedido nada daquilo.
Bom, sábado a gente acordou, descemos, tomamos café. Depois que a gente subiu, ele ligou pra casa dele e a mãe dele disse que os avós estavam indo lá almoçar pra vê-lo (lembrando: ele tinha voltado de viagem 2 dias atrás, tinha presentes a ser entregues pra família). Tá, então eu falei que tudo bem ele ir almoçar, mesmo porque ele não tinha levado roupa pra trocar. Então ele ia almoçar com a família, tomar banho e voltar. Eu, imagina, tendo acordado às 9 da manhã o que fiz enquanto ele fazia tudo isso? Dormi.
Ele voltou todo cheiroso e bonitão. Resolvemos ir ao shopping e depois ao cinema. Foi a pior idéia que podia ter rolado. Nem sei de quem foi a idéia. Estúpida do jeito que fui, duvido nada que tem um mega dedo meu nisso.
A gente chegou no shopping e fomos direto pro cinema. Sábado a tardinha, imagina se não tava lotado. A única coisa que não estava esgotada era 'Walk the Line'. Pois é. Pior filme pra situação que estava para acontecer não podia ter. Bom, compramos ingresso pra isso e fomos jantar. Tudo estava correndo bem no jantar, até que voltamos pro cinema e o Daniel começou a ficar estranho. Ele não estava mais me tocando direito, acho que dentro do cinema a gente nem se beijou. Eu não estava entendendo nada do que estava acontecendo, estava completamente confusa. Eu tinha feito o que do jantar até o momento em que a gente entrou na sala de cinema? Por que ele estava tão distante? O que que eu tinha falado? O que que eu tinha feito? Eu tinha tirado meleca do nariz na frente dele? Tinha arrotado? Soltado pum e não percebido? O filme era o que eu menos estava prestando atenção naquele momento. Tanto que teve uma hora que eu saí da sala pro banheiro pra poder chorar.
Juro, jamais pensei na minha vida que fosse chorar no banheiro de um cinema. Mas lá estava eu, sentadinha, tentando ver onde que eu tinha errado pra Daniel não estar nem mais me tocando.
Achei aquilo um absurdo, levantei, lavei meu rosto e voltei pra sala.
Lembra que disse que pior filme pra situação não podia ter? Nem sei sobre o que era o filme, não vi nenhum pedaço daquilo, só sei que foi a pior escolha por ser o filme mais longo da história da humanidade! Eu querendo sair correndo daquela sala o mais breve possível e aquele filme, de 136 minutos, parecendo ter na verdade 336 minutos. Senhor!
Quando aquilo finalmente acabou, respirei fundo, levantei, e saímos da sala. Daniel não pegou na minha mão.
Quando a gente estava em direção à saída, ele resolveu pegar de volta na minha mão. Meu celular tocou. Juro, fiquei extremamente feliz, porque o silêncio tava uma coisa horrorosa. Adivinha quem era: Caio. Nem lembro o que que ele queria, devia ser do TCC, alguma idéia que ele teve, ou algo sobre o último capítulo do Lost. Eu só sei que eu estava mais do que agradecida por ele ter me ligado. Foram 5 minutos a menos que eu não precisei ficar no silêncio embaraçoso.
Quando eu desliguei, foi o celular do Daniel que tocou. Era João perguntando se a gente ia sair. Ele me perguntou, eu disse que pra mim tanto fazia e Daniel disse que ligava pra João quando a gente estivesse no hotel pra ver o que a gente resolvia. Ah, então Daniel estava voltando pro hotel comigo? Interessante.
Daniel não tinha carro e eu sentia que ele não gostava que eu pagasse as coisas e ele era uma pessoa normal, não tinha dinheiro pra tostar em táxi, então a gente foi e voltou de ônibus pro shopping.
Quando a gente sentou no ônibus, ele começou a fazer carinho em mim de novo e a querer me beijar. Fiquei PUTA! Como assim? No ônibus pode, mas no shopping não? Ele perguntou se tava tudo bem, porque sim, a manteiga derretida aqui tava quase chorando no busão. Mas dessa vez era choro de raiva! Eu disse que não tava entendendo nada, que no shopping ele mal me tocou e que agora ele tinha dado 180 graus? Como assim? Palhaçada agora? Ele não queria ser visto em público comigo?
Ele me pediu desculpas e explicou que assim que a gente foi pro cinema, viu uma amiga da ex dele entrando na mesma sala. E que ela sentou perto da gente. E conhecendo a menina, sabia que tinha sido de propósito.
Eu perguntei se então era vergonha de mim? Ele não queria ser visto comigo então? Ele disse que ele não era nada disso. Sabia que mesmo não acontecendo nada, ela já ia inventar coisas pra ex, então ele não queria dar mais história ainda pra menina contar. E ele não queria que a ex soubesse de nada da vida dele porque já tinha sofrido muito por ela e tal.
Tá. Eu não vou entrar nos méritos da ex dele nesse momento porque eu não sabia o que tinha acontecido com a ex dele até aquele momento e porque isso tem a ver com o que aconteceu mais tarde no hotel.
Eu, apaixonada, aceitei as desculpas dele e quando chegamos no hotel, tudo parecia normal. No elevador a gente já tava se pegando forte e quando entramos no quarto, nem acendemos a luz. Foi nessa pegação forte que tudo desandou.
A gente tava se pegando, mão lá, mão cá... pra mim tava tudo ótimo e tals, só que... como dizer isso... por mais que eu ajudasse com a pegação e com as mãos, e tal e coisa e coisa e tal... o pipi dele não estava mostrando entusiasmo. A gente já estava naquilo há uns booooons minutos e nada acontecia. Foi logo aí que ele me afastou, acendeu a luz e disse: "A gente precisa conversar."
To Be Continued...
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