"Eu sei amar, mas não sei fugir. Por isso, não tente me parar. Não me peça para não ir. Não me diga para tomar cuidado. Eu não sei amar mais ou menos. Quando eu decido, eu vou. Me entrego, me arrisco, me corto, me estrepo, azar meu, sorte minha que nasci assim: vim ao mundo para sentir."
Depois que eu fui embora pra Nova York, demorou bastante tempo pra eu voltar a falar com o senhor Aécio. Eu estava no Camp e depois eu tinha acabado de chegar em Nova York, tudo era novidade e tals, então eu quase não falava com ele.
Chegou fevereiro de 2009. Ele foi pros EUA, costa Oeste, California e afins. Eu lembro que a partir dessa época a gente começou a conversar mais. Ele me convidou pra encontrá-lo em Vegas e eu me lembro que eu queria de qualquer maneira ir vê-lo do outro lado do país, mas sabia que a loucura era ridícula demais então pedi pro Gustavo me proibir de fazer isso, ameaçar que me expulsaria de casa caso eu lançasse essa loucura.
Depois que ele voltou pro Brasil, eu lembro que a gente conversava bem mais. E a gente marcou de se encontrar quando eu voltasse, coisa que estava programada para acontecer em junho.
Quando eu cheguei no Brasil em junho, não demorou muito para a gente marcar de se encontrar. E eu tava morrendo de medo. Fazia mais de um ano que a gente não se via. Era como se fosse o primeiro encontro mais uma vez. Voltou todo o mesmo nervosismo que eu tive quando o encontrei pela primeira vez depois de ter beijado ele na balada: e se eu não achasse ele bonito? E se ele fedesse? Tinha passado um ano! Meus conceitos tinham mudado! Eu já tinha ficado com o cara mais bonito da minha vida (Tom, o francês), nenhum jamais seria tão bonito igual àquele, então às vezes Aécio fosse bonito pra mim antes e não mais. Mas eu fui com a cara e a coragem encontrá-lo.
Passei na rep dele, que aliás tinha mudado de lugar e demorou um tempinho pra eu encontrar. Chegando lá, um colega dele atendeu e eu fiquei com o estômago na boca até ele aparecer para me receber. Mas assim que ele apareceu com o sorriso gigante no rosto, me pegou pela cintura e me beijou, eu não duvidei de mais nada, tudo estava perfeito, eu faria o que ele quisesse a partir dali.
Esse sempre foi o problema com ele. Uma vez que a gente estava junto, ele podia fazer o que bem entendesse comigo, porque ele tinha um poder sobre mim justamente por causa dessa química horrorosa que a gente tem. Eu nunca me controlei direito com ele e eu sempre quis entender o por que e é lógico que nunca obtive uma resposta.
Bom, depois de lá a gente foi fazer o que a gente tinha pra fazer, ficamos um tempo ainda no quarto e depois eu levei ele pra rep dele.
Depois dessa vez, a gente ainda ficou mais uma antes de eu voltar pra Nova York. Mais uma vez foi um delivery da Karin, mas dessa vez foi numa outra rep onde tava tendo uma festinha e ele estava por lá. Foi ruim porque foi numa vibe de despedida. E porque essa foi a vez que a bandeira vermelha que já estava hasteada, começou a brilhar e ficou mais alta, mas mesmo assim, Fernanda não quis perceber.
Eu estava sentada na cama e ele estava deitado. O assunto de namoro surgiu sabe-se lá Deus como e por que e ele me falou que já tinha namorado 2 vezes e que ambas as vezes ele tinha traído a menina. E, então, ele disse:
"Se eu namorasse você, eu ia te trair em 5 minutos."
"Se eu namorasse você, eu não te trairia nunca." foi o que eu disse em resposta.
Ele me abraçou e me beijou e depois disse: "Tá vendo? A gente nunca daria certo. Você é boa demais para mim."
Por que eu não quis acreditar nele???
To Be Continued...
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