"Not all relationships are meant to last forever, even when you are in love. Some love stories are short stories. But they are love stories all the same."
Resolvi bloggar hoje pra ver se me animo. Fatos ocorreram esse fim de semana que me deixaram arrasada. Esses fatos darão outro post, que logo estará sendo postado. Mas primeiro eu preciso chorar o que tenho que chorar pra quando eu resolver sentar e escrever sobre isso, não doer tanto. Vamos ver se isso ajuda.
Bom, último capítulo da saga "Daniel". Até que deu pra enrolar, né? Rendeu alguns capitulozinhos... Esse final não tem taaanta coisa assim pra contar, já que é só sobre o que aconteceu depois dos únicos 3 dias que a gente passou juntos. Como não aconteceu muito depois, dá pra resumir tudo em um post só.Então vamos começar o final da história.
Depois que cheguei em São Paulo e li o e-mail que ele tinha me mandado enquanto estava na estrada, até parece que eu não me apaixonei mais ainda, né?A gente até que se falou depois de ter se visto, mas jamais no tanto que eu gostaria. Ele deu uma bela duma sumida do MSN, os scraps ele não mandava mais com tanta frequência, mensagem de texto no celular ele também respondia pouco. Quando eu resolvia ligar, ele não atendia muitas das vezes.
Daí veio o inferno do Carnaval. Eu fui pra Diamantina com a Karin. Ele foi pra Irerê com João e outros amigos dele.Quem disse que eu consegui me divertir direito em Diamantina? Não contando só o fato de que eu e a Karin nos metemos numa casa semi-construída, que era looooonge pra caraaaaalho do centro da cidade, que aquele cidade era cheia de subida que era uma desgraça etc e tals, tinha o fato de que não conseguia tirar Daniel da minha cabeça. Tudo bem que deu pra se divertir bastantinho, fiquei com uma galerinha, conheci os Pinos nessa viagem (aiai... os Pinos... foi até uma época boa da minha vida os Pinos hahahaha), beijei o Gustavo, o menino mais bonito que fiquei na minha vida antes do Tom (francês que fiquei em NYC)... Mas podia ter sido melhor se não tivesse Daniel na cabeça.
A gente se conversou bem pouco também depois do Carnaval. E o último scrap que tenho registrado é do dia 20/03.
Mas eu me lembro do último telefonema que tivemos. Agora não lembro se foi antes ou depois desse scrap, mas pelo que tudo indica, foi depois. O que foi conversado meio que não deixou um gancho para futuras conversas. E eu acho que a desculpa que ele deu foi meio furada, mas...
Eu liguei pra ele, toda doente do jeito que estava, umas 17 vezes seguida. Na 18a, ele me atendeu. Eu nem lembro o rumo da conversa, mas eu lembro que eu estava querendo marcar de eu ir visitá-lo algum outro dia, se ele não pudesse vir pra São Paulo. O que eu não acreditei ser verdade foi o que ele disse a seguir: "Eu não acho isso uma boa idéia. Porque eu me conheço e eu sei que se eu te ver mais uma vez, e depois mais uma e mais outra, eu vou me apaixonar, eu me conheço. E eu não queria me apaixonar por uma garota que mora em outro estado, que eu nunca sei quando vou poder ver ou não. Eu não quero me machucar. Então não queria dar esperança a algo que nunca daria certo."Não me pergunte o que eu respondi depois disso. Nem lembro se fui capaz de dizer algo entre os soluços e lágrimas, mas o que eu disse não interessa, obviamente, já que depois disso nunca mais a gente se conversou.
Lá por abril/maio acho que foi (foi muito pouco tempo depois da nossa última conversa), ele começou a namorar uma menina que era amiga da namorada de João na época. Essa é a menina com a qual ele se casou uma semana atrás.
Depois de muito tempo, tipo, Outubro, depois que já estava na terapia e tals, minha analista sugeriu que eu entrasse em contato com ele, porque eu achava que ele me odiava absurdamente porque eu ter sido a louca varrida que era na época. Mandei um e-mail pra ele esperando jamais uma resposta. Perguntava só se ele estava bem e coisa e tal, bem formal. Ele me respondeu, menina! E foi até simpático. Queria saber se eu continuava com meus TOCs, o que eu andava fazendo, coisa e tal. Mas depois mais nada, foi só isso mesmo.
Eu tentei meio que move on. E não vou falar que consegui move on tão fácil assim. Demorou um tempão e muitas burradas que fiz tentando me vingar dele e muita terapia para isso acontecer. Hoje eu consigo lembrar do assunto sem me machucar. Consigo entender também o lado dele. Consigo ver mais como uma história que estou contando. Às vezes nem parece que isso tudo aconteceu comigo. Talvez porque eu era uma pessoa completamente diferente na época, talvez porque o tempo cura tudo, talvez porque tenha sido uma história tão fantástica e muitas vezes absurda... Sabe-se lá Deus porque motivo não parece real.Mas hoje agradeço por ter tido Daniel. Por mais que tenha sofrido horrores, eu tive o que eu queria. Fora que eu adoro um drama na minha vida, talvez se não tivesse sido tão dramático não teria tido tanta importância pra mim. Parece até que pus um drama propositalmente. hehehe
Depois dessa história, toda vez que vou pro Rio de Janeiro, fico desejando encontrá-lo no meio da rua, só pra ver o que acontece. Se a gente se reconhece, se a gente se conversa, quem puxa papo primeiro, se eu conseguiria agir naturalmente, se minha barriga ia se remoer toda, se meu coração ia ficar apertadinho, se ele ia estar com a mulher... Quem sabe algum dia isso acontece... Quem sabe...
True love stories never have endings.
Nenhum comentário:
Postar um comentário