Depois da noite de Natal, acho que não existiu um dia que a gente tenha passado sem se conversar até o dia do nosso encontro. Eu lembro que teve um dia que ele saiu do trabalho e a gente começou a conversar às 16h e só saímos do MSN às 4h da manhã! Sim, exatamente 12 horas seguidas de MSN! Nem eu sei o que tanto a gente tinha pra conversar.
Fora as conversas no MSN, tinham as conversas no Orkut, que muitas vezes ocorriam paralelamente às do MSN. Sim, como se não bastasse achar assunto no MSN, a gente arranjava assunto para conversa paralela no Orkut.
Deixe-me descrever um pouco Daniel: ele fazia engenharia de produção ou na UFRJ ou na UERJ (eu sempre confundo as duas). Ou era UFF? Ah, não sei, era alguma dessas faculdades públicas do Rio de Janeiro. Ele é uma pessoa extremamente inteligente, e de uma inteligência nada prepotente e uma inteligência que não precisa ser mostrada, você percebe com a conversa que vai levando. O humor dele é sensacional. Exatamente igual ao meu, tem uma pitada de ironia e sarcasmo o suficiente pra deixar tudo mais interessante. Ele assiste os mesmos seriados que eu. Ele assiste os mesmos filmes que eu. Ele entende de coisas que não são necessariamente da área de engenharia, que é a dele. Assim como eu entendo de coisas que não são necessariamente da minha área. Ele sabe usar as palavras certas pra deixar uma menina mais apaixonada do que ela possivelmente já pode estar. Ele tem um carisma absurdo. Ele tem uma voz linda. Ele tem uma mão linda (sim, eu tenho uma coisa com mãos de homem). Ele é moreno, moreno de cabelo e moreno de bronzeado. Ele tem o corpo certinho (não era magro, não era gordo, não era bombado). Ele tem a pegada perfeita. E pra melhorar tudo, a cerejinha do bolo é ele ter 1m92.
Depois de poucos dias tendo contato só virtual, ele me passou o telefone dele. E a gente começou além das conversas pelo MSN e Orkut, a se falar e mandar mensagem de texto pelo celular.
Eu já tava completamente na dele depois de o que? Uma semana? E foi nessa semana seguinte ao nosso primeiro bate-papo que ele me solta a bomba: ele estava indo passar 1 mês nos Estados Unidos na casa de um amigo dele.
Por que bomba? Porque eu já estava decidida, assim que passasse o Ano Novo, a ir o quanto antes conhecê-lo no Rio.
Depois que a ficha caiu que ele iria passar um mês fora e que eu teria que esperar mais um mês para conhecê-lo, a gente combinou então que eu iria visitá-lo no fim da semana que ele chegasse, dia 9 de fevereiro de 2006. Ok, combinado? Combinado.
No dia do vôo dele pra Atlanta, ele ainda me ligou lá do aeroporto do Rio pra fala tchau. Todo bonitinho! Lembro que eu estava no McDonalds com a Flora indo jantar. Ele prometeu que me escreveria assim que chegasse lá. E assim o fez.
Nesse um mês que a gente ficou em continentes separados, não paramos de nos conversar: era MSN, era e-mail, era Orkut, era o jeito que dava. Aos poucos eu fui vendo que ele me conhecia demais pra quem me conhecia há menos de um mês. Ele me mandava scraps às vezes com coisinhas que só algumas pessoas sabiam sobre mim e coisinhas que eu só tinha contado pra ele, como: minha palavra preferida em inglês é nonetheless, ele pedia pra eu tomar cuidado na academia porque sabia que meu joelho é podre, comentava sobre o fato deu comer pão e tomar café a toda hora, ele sabia do meu TOC com o volume da televisão (sempre tem que estar em um número par), ele sabia que eu tinha TOC com os números dos meus scraps, que eles não podiam terminar no número 7, então ele ia lá e manda um scrap qualquer só pra poder ficar com final 8. Ele foi na Starbucks e tirou uma foto lá pra poder mandar pra mim porque sabia que eu amo Starbucks. Um dia ele me mandou um e-mail dizendo que estava planejando uma surpresa pra mim, que acabou sendo ele ter comprado um desses cartões pra ligação internacional e me surpreendeu me ligando de lá e ficando comigo mais de 1 hora no telefone... Ele fazia coisas fofas que ajudaram mais e mais a me apaixonar por ele. Eu estava cada vez mais convencida de que ele era o certo pra mim.
Tanto achava que ele era o certo pra mim que resolvi que ele seria meu primeiro. Sim. Eu, com 23 anos de idade na cara, era virgem. Não tenho vergonha nenhuma disso. Nunca tive namorado na minha vida, e na verdade, fico feliz que tenha esperado tanto tempo assim, porque daí já que tinha passado tanto tempo, eu nunca cogitei dar pro primeiro que eu achasse que podia merecer, pensei bem melhor sobre o assunto. Mas Daniel eu estava bem certa que seria o meu primeiro.
O bendito dia que eu iria viajar pro Rio pra conhecê-lo tinha finalmente chegado. Depois de UM MÊS E DEZESSEIS DIAS, o tal dia 9 de fevereiro de 2006 estava ali. Eu ia finalmente encontrar o menino que, pra mim, ia ser o meu marido e pai dos meus filhos. Lá fui eu de malinha pro aeroporto pegar o avião pro Galeão. Meu vôo estava marcado para as 9 da manhã e Daniel iria me buscar no aeroporto.
JURO, nunca na vida eu fiquei tão ansiosa por um momento quanto esse. O vôo São Paulo-Rio de Janeiro parecia mais São Paulo-Nova York pela demora que pareceu pra mim. Quando desci do avião no Galeão, meu coração tava na boca já e quando eu entrei na sala pra retirar a bagagem e vi, nos 2 segundos em que portinhas que davam pra saída se abriram e fecharam, Daniel me esperando do outro lado, meu coração pulou da boca. Peguei minha malinha e meu coração ali na esteira de bagagem e fui-me em direção ao moço mais alto da área de desembarque. Quando eu ainda estava na porta, nossos olhos já se encontraram e nossos sorrisos já apareceram. Quando a gente finalmente chegou perto um do outro, eu tava muda. Tinha acabado de colocar meu coração de volta no lugar. Mas ele disse: "Cortaram meu barato. Faz 5 minutos que vi um outro casal se beijando estilo cena de filme. Queria que a gente tivesse sido o primeiro. Tudo bem, a gente pode ser o segundo." E então ele me beijou.
No post anterior eu comentei sobre o meu segundo momento "Filme de Hollywood". Esse foi o primeiro. Meu beijo com Daniel em um aeroporto lotado depois de uma espera que pareceu eterna. E com certeza esse momento foi bem mais memorável do que o segundo. Esse momento filme hollywoodiano fez o meu segundo momento parecer filme de estudante. Além de ter sido o meu primeiro momento hollywoodiano, ele foi também o meu primeiro beijo apaixonado. E como é bom!
E foi exatamente por esse beijo e por todo o sentimento bom que veio com ele (incluindo eu voltar a sentir o coração na garganta durante o beijo), que naquele exato momento eu respirei fundo, aliviada, pois tinha a mais absoluta certeza de ter feito a escolha certa ao fazer dele o meu primeiro primeiro.
To Be Continued...
4 comentários:
onde vc o conheceu?!!?!?
K!, por favor, vamos prestar mais atencao na historia! Volte ao primeiro post do meu blog! hehehehe
hauahuaha... eu bem q desconfiava!!!!
"Voltemos ao Daniel."
Eu li isso, soltei um 'Ai meu Deus' e ate sentei direito aqui pra comecar a ler.
E ate EU me apaixonei por esse Daniel! Eu sempre soube q ele eh uma pessoa mto importante na sua vida, mas agora eu vejo que vc nao exagerou nem um pouco. Se um homem desses fizesse todas essas coisinhas q ele fez com vc, de ficar ligando, mandando mensagens, brincando com aquelas caracteristicas que sao so SUAS, eu pedia em casamento. So de achar alguem que visse as mesmas series e filmes q eu vejo eu ja tava feliz!!
Mas pelamor, continua logo que ta mto bom!
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