domingo, 7 de fevereiro de 2010

AQUELE QUE QUERO PRA SEMPRE

Hoje eu tava no MSN com o Antonio.
Antonio é um amigo meu que eu conheci quando eu fui pra Disney, com meus 15 anos. Sabe aquele menino bom que nem precisa conversar com você, mas você sabe que ele é uma pessoa do bem? Esse é o Antonio.
Eu sei que eu disse no post anterior que a minha vida mudou de vez com o Daniel, mas o Antonio foi o primeiro menino que me fez feliz na vida. E olha que a gente nunca ficou ou nada nem parecido. Ele nunca me viu desse jeito. Mas mesmo assim, foi o primeiro homem a me fazer feliz.
Eu me lembro até hoje do dia que eu conheci ele. A nossa viagem pra Disney foi em junho de 1998, mas em maio a gente teve uma reunião com todo mundo que ia viajar pra começarmos a nos conhecer e tals (viagem de adolescente com esse esquema "caravana Silvio Santos" é sensacional, né? Que saudades disso e da época que eu conseguia andar 14 horas dentro dum parque de diversão e não ficar com dor nas costas e nos joelhos). Bom, desse encontro eu não me lembro de quase nada, mas eu me lembro muito bem do Antonio. Gente, eu bati o olho nele e foi aquele amorzinho de adolescente a primeira vista. Achei ele todo lindo! E que me perdoe o Antonio, mas naquela época ele não era nem metade do homem que ele é hoje: todo magrinho, com um cabelinho tijela todo bunitinho com a franja que vivia no olho dele que às vezes ele até andava de cabeça torta pra franja não ficar no olho, completamente tímido. Eu não sei qualé que é a minha fixação com homem tímido, mas eu adoro! Dá vontade de dar um abraço e falar que tá tudo bem, sabe? O Antonio, logo ali no primeiro momento, eu sabia que era alguém que eu queria comigo pra sempre.
Então nossa viagem veio. Eu não era como a maioria das meninas que eu conheço: o ponto alto da minha vida não foi na minha adolescência. Eu comecei a me tornar menos feinha depois dos meus 20 anos. Então nessa época eu era toda patinho feio duma turma de meninas que eram lindas mesmo, tinham seus peguetes na turma da excursão e tals. E eu era a excluída, porque sempre tem que ter uma, né? Eu era completamente tímida por isso e o Antônio também (por motivos diferentes dos meus, obviamente), então comunicação entre nós dois era uma coisa quase inexistente. Ainda mais porque ele andava com os meninos que mais me zoavam, ainda mais porque tava escrito na minha teste em vermelho que eu era afim dele, então ficava complicado. Mas eu toda apaixonadinha me lembro que tentava me aproximar como dava. Lembro que ajudei ele a pedir um sorvete porque ele não tava conseguindo e ninguém mais tava na fila pra ajudar. Saí da fila com um sorrisão no rosto.
E eu lembro que mesmo com todos os amigos dele me zoando, o Antonio nunca me destratou. Pelo menos não na minha cara.
A excursão acabou, foi cada um pro seu lado, e eu voltei pra casa com a minha recordação da viagem: a bendita fita VHS com os momentos da turma. Juro, eu perdi noção de quantas vezes aquela fita foi vista por mim, ainda mais as partes que tinham o tal Antonio. Eu decorei todas as falas dele, era ridículo! E eu achava que tinha sido isso. Nunca mais ia ver o Antonio na minha vida porque nem da mesma cidade a gente era. Só que têm coisas que nos fazem tão bem e que a gente quer tanto na nossa vida, que não tem jeito de fugir, e o Antonio está na minha há 12 anos já!
A nossa amizade começou de verdade quando a gente voltou da Disney e o mIRC era a sensação do momento. Eu fui descobrir o nickname dele e a sala que ele entrava e quase toda noite a gente conversava. Daí a amizade foi ficando mais forte, eu ia de vez em quando na casa dele porque tinha amigas na cidade dele que eram amigas dele também. Daí a gente começou a conversar por telefone, e a gente falava por um tempão! Tinha uma época no colegial que a gente ficou muito amigo, falava bobagem a todo momento, mandava arquivo do Homem-Cueca pra ouvir e depois discutir, ele me levava pra tomar açaí, coisa que eu odeio, a gente ia andar de carro porque ele era o único que com 16 anos já tinha carro e tals... Eu nem sei o que tanto a gente fazia, mas tinha épocas que eu ficava um tempão na casa dele. Daí a gente ficou mais velho, fomos morar na capital, ele me dava carona pra lá no seu Golf todo boy...
Daí as nossas vidas começaram a se separar mais por vários motivos e a gente começou a se falar cada vez menos, mas que não mudou em nada a imagem que eu tenho dele: um menino incrível, de um caráter extraordinário, honesto, amigo, que por fora parece ser todo casca grossa, mas que na verdade é um bobo, crianção, que sempre quis me fazer rir (minha mãe agradece ele todo dia por um episódio em que eu estava no auge da depressão, quando o Antonio me ligou. E minha mãe disse que agradece até hoje porque ele tinha sido o único, que depois de muito tempo, tinha me feito voltar a dar risada), e que sabe o que me deixa brava e por isso às vezes até desconversa quando eu jogo o assunto no ar, porque eu sei que ele não gosta de confusão.
Eu não sei até hoje se o que eu sentia pelo Antonio era amor ou não. Eu nunca tive a oportunidade de por isso a prova. Às vezes na minha cabeça não muito madura eu achava que a amizade que a gente tinha e o quanto eu gostava dele era amor. Às vezes não era e agora não tem como eu saber. Meus sentimentos muitas vezes não são nada fáceis de se entender. Mas também não importa! O que eu sei é que ele me fazia tão bem quando a gente tava junto e que ele me faz tão bem hoje quando ele me chama pra conversar que não importa o rótulo disso. É aquela coisa boa que você sente e que faz brotar um sorriso no rosto.
O que a gente tem é leve e sem compromisso, sem drama, sem exigência alguma. E é tão bom. E é uma das melhores relações que eu tenho com homens.
Por que não pode ser assim com todos os outros homens da minha vida?

2 comentários:

Jobove - Reus disse...

very good blog, congratulations
regard from Reus Catalonia
thank you

K! disse...

porque Fe... nem todos os homens sao como o Antonio!!! E isso é uma pena...